Ministério da Saúde registra 225 casos de intoxicação por metanol em todo o país

Casos estão ligados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas; 15 mortes foram notificadas, sendo duas confirmadas em São Paulo.

Foto: Freepik.

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (5) um balanço que aponta 225 casos de intoxicação por metanol no Brasil. As ocorrências envolvem tanto casos confirmados quanto em investigação, segundo dados compilados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), a partir de informações enviadas pelos estados.

De acordo com o relatório, 16 casos foram confirmados e 209 seguem em apuração. O estado de São Paulo concentra a maior parte das notificações — 192 registros, sendo 14 confirmados e 178 ainda sob investigação. O Ceará notificou o primeiro caso suspeito, e ao todo 13 estados reportaram ocorrências.

As unidades federativas com registros são: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Já Bahia e Espírito Santo tiveram casos descartados.

Mortes em investigação

O levantamento aponta 15 mortes notificadas, sendo duas confirmadas em São Paulo e 13 ainda em investigação. Os óbitos em análise estão distribuídos da seguinte forma:

- 7 em São Paulo

- 3 em Pernambuco

1 no Mato Grosso do Sul

1 na Paraíba

1 no Ceará

O que é o metanol e por que é perigoso

O metanol é um líquido incolor e altamente tóxico, utilizado em indústrias de combustíveis, plásticos, tintas e medicamentos. Quando ingerido, mesmo em pequenas quantidades, pode causar danos severos à saúde e até morte.

Os sintomas de intoxicação incluem dor de cabeça, náuseas, tontura, alterações visuais e, em casos graves, cegueira, coma e falência de órgãos. O consumo de bebidas adulteradas com metanol é uma das principais causas de intoxicações fatais relacionadas ao álcool no país.

 Origem dos casos

Os primeiros registros surgiram no final de agosto, com maior visibilidade a partir de setembro, quando hospitais em São Paulo relataram aumento de pacientes com sintomas compatíveis à intoxicação por metanol.

A troca de informações entre médicos e autoridades sanitárias revelou que as ocorrências não eram isoladas: diversas vítimas haviam consumido bebidas alcoólicas adulteradas em bares, festas e eventos sociais.

A suspeita é de que garrafas falsificadas estejam circulando no mercado informal, o que levou o governo a reforçar a compra de antídotos para tratar casos de envenenamento pelo composto.

Ações de vigilância

O Ministério da Saúde reforçou o alerta para os estados e determinou a intensificação da fiscalização sanitária e investigação das fontes de origem das bebidas suspeitas. Autoridades de vigilância em saúde e segurança pública trabalham em conjunto para rastrear a produção e distribuição ilegal de bebidas contaminadas.

A pasta também orienta a população a evitar o consumo de bebidas de procedência duvidosa e a procurar atendimento médico imediato diante de qualquer sintoma após a ingestão de álcool.

Fonte: Ministério da Saúde / Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) / Congresso em Foco

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