MPF abre investigação sobre surto de intoxicação por metanol em três estados

Já são 11 casos confirmados e 48 suspeitos em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal; uma morte foi registrada e rapper Hungria permanece internado.

Foto: Sumaia Villela / EBC.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação preliminar para apurar as circunstâncias do surto de intoxicação por metanol que atinge diferentes regiões do país. Até o momento, foram confirmados 11 casos e 48 suspeitos em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal. A apuração ficará a cargo da Procuradoria da República no DF, com o apoio do comitê da Procuradoria-Geral da República (PGR) voltado à ordem econômica e defesa do consumidor.

A gravidade e a repercussão interestadual do caso levaram procuradores e subprocuradores-gerais da República a se reunir nesta quinta-feira (31). Nesta sexta-feira (1º), a questão também será debatida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), vinculada à PGR. O órgão avalia estratégias para combater a adulteração de bebidas alcoólicas, que podem incluir o envio de ofícios a autoridades estaduais e federais, além de eventuais representações junto ao Judiciário.

Vítimas e casos em análise

Entre os casos confirmados, está o do rapper Gustavo da Hungria, de 34 anos, conhecido como Hungria Hip Hop, que está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília. O último boletim médico informa que o artista apresenta quadro estável, mas ainda sem previsão de alta.

Até agora, foi registrada uma morte em São Paulo em decorrência do consumo de bebida adulterada com metanol. Outras sete mortes estão sob investigação, sendo duas em Pernambuco (João Alfredo e Lajedo), três na capital paulista e duas em São Bernardo do Campo (SP).

Contexto e riscos

O metanol é uma substância altamente tóxica, utilizada principalmente como solvente e em combustíveis. Quando ingerido, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas doses. Casos de adulteração de bebidas alcoólicas com metanol representam grave risco à saúde pública e configuram crime contra o consumidor.

Com o avanço dos registros, autoridades de saúde e segurança intensificam o monitoramento da produção e comercialização de bebidas em todo o país. O MPF também deve cobrar medidas preventivas e repressivas para evitar a expansão do surto e responsabilizar os envolvidos no esquema criminoso.

Fontes: Ministério Público Federal (MPF) | Procuradoria-Geral da República (PGR) |Bahia Noticias

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