O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou um alerta emergencial sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, após a confirmação de nove casos de intoxicação em menos de um mês no estado de São Paulo. Duas dessas ocorrências resultaram em morte, levando as autoridades a reforçar medidas preventivas junto a bares, restaurantes, hotéis, supermercados, distribuidoras, casas noturnas e até plataformas de e-commerce.
Medidas de prevenção
De acordo com a nota técnica divulgada pelo MJSP, é fundamental que consumidores e comerciantes redobrem a atenção em relação à procedência das bebidas. Entre os sinais de adulteração estão:
- lacres desalinhados,
- falhas de impressão nos rótulos,
- preços muito abaixo do mercado.
Além disso, o documento orienta que, diante de qualquer suspeita, o lote deve ser suspenso da comercialização, separado e preservado para possível perícia.
Sintomas de intoxicação
O alerta também chama a atenção para os efeitos provocados pela ingestão de bebidas com metanol. Entre os sintomas iniciais estão visão turva, dor de cabeça, tontura e náuseas. Em casos mais graves, a substância pode causar cegueira irreversível e morte.
A recomendação é que qualquer pessoa que apresente esses sinais seja levada imediatamente a um serviço de saúde. O comércio, por sua vez, deve acionar o Disque-Intoxicação e comunicar órgãos como a Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Procon e, se necessário, o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Entenda o caso
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), os nove casos registrados em São Paulo ocorreram em um intervalo de apenas 25 dias, o que levanta suspeitas de uma possível origem comum das bebidas adulteradas. O volume de ocorrências foi classificado como “fora do padrão”.
O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um produto altamente tóxico, utilizado em solventes, vernizes e anticongelantes. Apesar de se assemelhar ao etanol no cheiro e na aparência, sua metabolização no fígado gera compostos letais para o sistema nervoso e os olhos, tornando difícil identificar a adulteração durante o consumo.
Alerta às empresas e consumidores
O comunicado do MJSP reforça que a responsabilidade é compartilhada: comerciantes devem garantir a rastreabilidade dos produtos e consumidores precisam estar atentos a sinais de falsificação. A cooperação entre autoridades, setor privado e sociedade civil é considerada essencial para evitar novos casos de intoxicação e mortes.
Fontes: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) / Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) / Vigilância Sanitária / Congresso em Foco
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