Versão oral do Wegovy mostra eficácia semelhante ao injetável e alcança 16% de perda de peso

Estudo publicado no The New England Journal of Medicine revela resultados promissores do medicamento em comprimido, mas aponta efeitos adversos como náusea e vômito.

Foto: Reprodução/RBS TV.

Um estudo clínico recente apontou que a semaglutida oral, comercializada sob a marca Wegovy, pode ter eficácia semelhante à sua versão injetável no tratamento da obesidade. A pesquisa, publicada no prestigiado The New England Journal of Medicine, mostrou que o uso do comprimido resultou em perda média de 16,6% do peso corporal em adultos, após 64 semanas de acompanhamento.

O medicamento já é conhecido por seu uso no controle do diabetes tipo 2, mas tem se consolidado também como aliado no combate à obesidade, condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e está relacionada a várias comorbidades, como hipertensão e doenças cardiovasculares.

Detalhes do estudo

De acordo com informações do G1, o ensaio contou com 307 participantes diagnosticados com obesidade ou sobrepeso e pelo menos uma comorbidade associada, mas sem diabetes. Os voluntários foram divididos em dois grupos: um recebeu comprimidos de semaglutida 25 mg junto com orientações para mudanças no estilo de vida, enquanto o outro utilizou apenas placebo.

Os resultados mostraram que:

- Pacientes tratados com semaglutida oral perderam, em média, 16,6% do peso corporal.

- O grupo placebo apresentou perda de apenas 2,7%.

34,4% dos participantes que tomaram o medicamento alcançaram redução de 20% ou mais no peso, contra apenas 2,9% entre os que tomaram placebo.

Mesmo entre aqueles que não seguiram o tratamento de forma rigorosa, a redução foi significativa: 13,6% contra 2,2% no grupo placebo.

Benefícios adicionais e riscos

Além da perda de peso, os pesquisadores observaram melhora nos fatores de risco cardiovascular e no desempenho em atividades físicas do dia a dia, o que reforça o potencial do medicamento como alternativa de tratamento.

Por outro lado, efeitos adversos foram reportados com frequência, principalmente:

- Náusea (46,6% dos pacientes);

- Vômito (30,9% dos pacientes).

A taxa de abandono do tratamento foi de 6,9% entre os que utilizaram a semaglutida oral, número próximo ao observado no grupo placebo (5,9%).

Impacto no tratamento da obesidade

O avanço é visto como promissor, já que a versão oral pode representar uma alternativa para pessoas que têm dificuldades com o uso de medicamentos injetáveis. Contudo, especialistas ressaltam que a decisão pelo uso deve sempre ser acompanhada por avaliação médica, considerando os potenciais efeitos adversos e a necessidade de mudanças duradouras no estilo de vida.

Fontes: The New England Journal of Medicine / G1 – Saúde / Estudo clínico sobre semaglutida oral / Bahia Notícias

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