Projeto de lei quer endurecer regras para cursos técnicos e EJA no Brasil

Proposta do senador Wellington Fagundes prevê fim da formação 100% online, exigência de vínculo territorial e mais fiscalização sobre instituições.

Foto: Freepik.

Um projeto de lei apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) promete mudar de forma significativa a oferta de cursos técnicos de nível médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em todo o país. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e estabelece novas exigências para garantir qualidade na formação dos estudantes e evitar a emissão de diplomas sem respaldo em ensino efetivo.

Principais mudanças

Entre os pontos centrais, o projeto determina que:

- Cursos 100% online ficam proibidos – a carga horária presencial mínima deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo, garantindo contato direto entre alunos e professores.

- Exigência de vínculo territorial – para se matricular em cursos técnicos ou EJA, o estudante precisará comprovar vínculo com o Estado em que funciona a instituição ou polo, seja por residência fixa, trabalho ou transferência temporária.

Regras para registro profissional – conselhos profissionais só poderão registrar técnicos que comprovem ter cumprido essas condições de formação.

Fiscalização ampliada – instituições que descumprirem as regras estarão sujeitas a sanções administrativas e legais.

Justificativas do projeto

Segundo o senador Wellington Fagundes, a iniciativa busca evitar a proliferação de cursos de baixa qualidade e assegurar que a formação técnica e da EJA mantenha padrões adequados:

“O objetivo é garantir qualidade na formação, evitar diplomas sem base em ensino real e fortalecer a fiscalização sobre as instituições que atuam na área”, destacou o parlamentar.

A proposta também pretende valorizar o papel dos cursos técnicos na inserção de jovens e adultos no mercado de trabalho, assegurando que os diplomas emitidos tenham credibilidade perante empresas e conselhos de classe.

Repercussões esperadas

A medida deve gerar debates entre instituições de ensino, alunos e entidades de classe. Enquanto parte dos especialistas aponta que a exigência de presença física pode fortalecer o aprendizado prático, outros destacam que a proibição de cursos totalmente a distância pode limitar o acesso de pessoas que vivem em regiões remotas ou que conciliam estudo com trabalho em tempo integral.

O projeto ainda passará por análise nas comissões do Senado antes de seguir para votação no plenário.

Fonte: Senado Federal – Projeto de Lei do senador Wellington Fagundes (PL-MT)

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar