R$ 15,7 bilhões em contratos de consignados já migraram para a Carteira de Trabalho Digital

Nova plataforma do Crédito do Trabalhador substitui modelo antigo de convênios e promete juros menores e maior transparência para os trabalhadores.

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo.

Mais de R$ 15,7 bilhões em contratos antigos de empréstimos consignados já foram migrados para a Carteira de Trabalho Digital do Crédito do Trabalhador até a última terça-feira (16). A informação foi confirmada pelo secretário de Políticas de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões Gonçalves, que destacou a expectativa de que o volume de migração alcance R$ 40 bilhões até outubro.

A transição para a nova plataforma, desenvolvida pela Dataprev e administrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, segue até novembro, quando será extinto o modelo antigo de empréstimos consignados feitos por convênio entre empresas e bancos.

O que muda com o Crédito do Trabalhador

No sistema anterior, os empréstimos eram oferecidos por instituições financeiras em parceria direta com empresas, que faziam o desconto das parcelas na folha de pagamento. Agora, todo o processo passa a ser centralizado na Carteira de Trabalho Digital, garantindo mais competitividade e transparência.

Atualmente, 122 instituições financeiras já estão habilitadas na plataforma, das quais 64 operam ativamente. A mudança traz ainda vantagens para o trabalhador: enquanto a taxa de juros dos empréstimos pessoais gira em torno de 11% ao mês, no Crédito do Trabalhador a taxa média registrada é de 3,42% ao mês.

Como funciona o novo modelo

O trabalhador acessa o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou o portal na internet e autoriza o compartilhamento de seus dados (CPF, vínculo empregatício, tempo de empresa e margem consignável). A partir disso:

- Em até 24 horas, as instituições financeiras enviam ofertas personalizadas de crédito;

- O trabalhador escolhe a proposta mais vantajosa, com juros menores e condições diferenciadas;

As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento;

Até 35% da renda mensal pode ser comprometida com o empréstimo.

Portabilidade dos contratos

Além da contratação de novos empréstimos, o sistema permite a portabilidade de dívidas antigas. Para isso, o trabalhador deve:

- Confirmar se o banco de destino oferece o novo consignado para trabalhadores CLT;

- Solicitar a portabilidade nos canais digitais da instituição (site ou aplicativo);

A partir de 21 de agosto, também é possível pedir a portabilidade diretamente no app Carteira de Trabalho;

O banco escolhido quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, aplicando os juros e prazos da nova linha.

Impacto esperado

Com a migração, o governo busca padronizar o acesso ao crédito, aumentar a concorrência entre instituições e reduzir os custos para os trabalhadores. Para muitos especialistas, o novo sistema também diminui riscos de endividamento abusivo, já que centraliza informações e amplia o poder de escolha do trabalhador.

O processo de transição seguirá até novembro, quando o modelo de consignados por convênio deixará de existir, consolidando a Carteira de Trabalho Digital como a plataforma oficial do Crédito do Trabalhador.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego / Agência Brasil

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