A manhã desta sexta-feira (19) foi marcada pela celebração dos 20 anos do Núcleo de Religiões de Matriz Africana (Nafro) da Polícia Militar da Bahia (PMBA), durante sessão especial realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O núcleo, criado em 2005, é pioneiro entre as forças policiais e militares do Brasil e integra o Departamento de Promoção Social (DPS) da corporação.
O Nafro nasceu da necessidade de representatividade e acolhimento dos policiais militares adeptos das religiões de matriz africana, ao mesmo tempo em que se propôs a preservar tradições culturais e religiosas, enfrentar o racismo e combater a intolerância religiosa.
A sessão, promovida pelo deputado estadual Marcelino Galo, reuniu autoridades civis e militares. Estiveram presentes o tenente-coronel Jusceval, diretor adjunto do DPS, e a tenente-coronel Cleidy Milanezi, diretora de Direitos Humanos da Superintendência de Prevenção à Violência da Secretaria de Segurança Pública (SSP), além de oficiais e praças da PMBA.
Em seu discurso, o tenente-coronel Jusceval ressaltou o caráter simbólico da celebração:
“Este é um momento de grande importância para a Polícia Militar e para o povo baiano, por marcar os 20 anos de um movimento de liberdade e tolerância religiosas, bem como de enfrentamento à intolerância e ao racismo. Hoje temos 20 anos de estrada do Nafro, sendo que ainda há muito a trilhar”.
Atualmente, o Nafro compõe o Núcleo Inter-religioso da PMBA, ao lado das representações católica, evangélica e espírita, fortalecendo o diálogo e a pluralidade religiosa dentro da corporação.
A comemoração reforçou não apenas os avanços conquistados pelo núcleo ao longo de duas décadas, mas também a importância de manter viva a luta por respeito e igualdade, em uma instituição que reflete a diversidade do povo baiano.
Fonte: DCS/PMBA / Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) / Portal ba.gov.br
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