A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que investiga um esquema de fraudes digitais com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão ao sistema financeiro nacional. Oito pessoas foram presas na madrugada de sexta-feira (12), em São Paulo, sob suspeita de integrarem uma organização criminosa especializada em ataques virtuais contra instituições bancárias e plataformas ligadas ao PIX.
Operações ilegais identificadas
As apurações indicam que o grupo esteve envolvido em ao menos dois grandes ataques cibernéticos:
- em junho, contra o Banco BMP, que teria resultado em perdas de cerca de R$ 800 milhões;
- mais recentemente, contra uma empresa de tecnologia parceira do PIX, com desvio estimado em R$ 400 milhões.
Mensagens interceptadas pela investigação revelam que um dos integrantes do grupo mencionou a invasão ao sistema da Sinqia, empresa fornecedora de soluções para o mercado financeiro. Segundo os hackers, essa brecha teria permitido a realização de operações financeiras ilícitas via PIX.
Prisões em flagrante
Os oito suspeitos foram detidos no momento em que tentavam acessar indevidamente sistemas da Caixa Econômica Federal para realizar transferências. Dentro do imóvel usado pelo grupo, a PF encontrou uma estação de trabalho da própria Caixa, furtada de uma agência no Brás, em São Paulo. O equipamento continha acesso privilegiado a senhas e sistemas internos do PIX e teria sido entregue à quadrilha em um carro antes de ser instalado no local da operação.
Foram presos:
- José Elvis dos Anjos Silva,
- Fernando Vieira da Silva,
- Rafael Alves Loia,
- Marcos Vinícius dos Santos,
- Klayton Leandro Matos de Paulo,
- Guilherme Marques Peixoto,
- Nicollas Gabriel Pytlak,
- Maicon Douglas de Souza Ribeiro Rocha.
Os suspeitos têm entre 22 e 46 anos. As defesas não foram localizadas até a publicação da reportagem.
Decisão judicial
As detenções foram registradas em flagrante e confirmadas pela Justiça Federal, que converteu as prisões em preventivas durante audiência de custódia. Isso significa que os investigados permanecerão presos enquanto o processo segue em andamento.
A PF segue analisando os equipamentos apreendidos e investigando a extensão das fraudes, além da possível participação de outros envolvidos.
Fonte: Polícia Federal / Justiça Federal / Globo
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