Carnaval de Salvador e Romaria de Bom Jesus da Lapa são reconhecidos como manifestações da cultura nacional

Nova lei sancionada por Lula valoriza duas das maiores expressões culturais da Bahia, reforçando seu impacto histórico, religioso e econômico.

Foto: Arisson Marinho/CORREIO.

O Carnaval de Salvador, um dos maiores símbolos da cultura popular brasileira e motor da economia da Bahia, foi oficialmente reconhecido como manifestação da cultura nacional. A lei foi sancionada pelo presidente da República na última sexta-feira (5) e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (8).

O reconhecimento ressalta a relevância histórica, cultural e econômica da festa, que em 2025 atraiu mais de 3,5 milhões de turistas à Bahia, sendo 850 mil apenas em Salvador, e movimentou cerca de R$ 7 bilhões na economia estadual. Para 2026, o Carnaval já tem tema definido: “110 Anos de Samba”, em homenagem à primeira gravação comercial do gênero, a música “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida, registrada em 1916, no Rio de Janeiro.

Além do Carnaval, a Romaria de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, também passou a integrar a lista de manifestações culturais nacionais. Considerada uma das maiores romarias religiosas do Brasil, o evento reúne anualmente cerca de 600 mil fiéis entre os dias 28 de julho e 6 de agosto. A tradição teve início em 1691, quando o português Francisco de Mendonça Mar, que depois se tornou Padre Francisco da Soledade, levou a imagem do Senhor Bom Jesus e se estabeleceu na gruta que deu origem ao atual santuário.

O Santuário de Bom Jesus da Lapa abriga hoje 16 grutas, com destaque para as grutas do Bom Jesus da Lapa e de Nossa Senhora da Soledade, além de um cruzeiro com 90 metros de altura, que oferece percursos internos e externos aos romeiros.

Com a oficialização, tanto o Carnaval de Salvador quanto a Romaria passam a contar com apoio do governo federal para políticas públicas de segurança, integração de romeiros e turistas, além da possibilidade de registro no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como bens culturais imateriais.

Essas iniciativas reforçam o papel da Bahia como protagonista cultural do Brasil, valorizando tradições populares e religiosas que atraem milhões de pessoas todos os anos e movimentam diferentes setores da economia, do turismo à música.

Fonte: Diário Oficial da União / Governo Federal / correio*

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