Wearables e Inteligência Artificial desafiam médicos na análise de dados dos pacientes

Especialistas alertam para necessidade de avaliar a confiabilidade das informações coletadas por dispositivos digitais e plataformas de IA.

Foto: Divulgação/Samsung,

O uso de wearables — como relógios inteligentes, óculos de realidade virtual e anéis que monitoram informações de saúde — está cada vez mais presente no dia a dia dos pacientes e já chega aos consultórios médicos como fonte de dados. No entanto, especialistas alertam que é preciso cuidado na interpretação dessas informações.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o cardiologista e professor Eduardo Lapa destacou que os profissionais de saúde devem conhecer a confiabilidade de cada dispositivo. “É inviável dominar todos os modelos, mas as principais marcas já possuem estudos publicados. Por exemplo: há relógios confiáveis para medir frequência cardíaca, mas não para avaliar sono”, explicou.

Durante o Afya Summit, realizado em São Paulo, Lapa também discutiu o impacto da Inteligência Artificial (IA) na Medicina, ressaltando a importância da formação baseada em evidências. Ele lembrou que estudos científicos levam tempo para serem comprovados e que informações preliminares divulgadas na internet podem induzir a erros graves.

O especialista destacou ainda que o ponto crucial da IA está nos bancos de dados que a alimentam. Ferramentas como o ChatGPT, por exemplo, utilizam informações diversas da internet, inclusive de fontes não confiáveis. “Na Medicina, um erro pode custar caro”, alertou.

Lapa apresentou a experiência da Afya, que lançou uma IA alimentada exclusivamente por conteúdos revisados por mais de 200 especialistas médicos. Segundo ele, o modelo mostra como o treinamento direcionado aumenta a segurança e a confiabilidade das ferramentas tecnológicas aplicadas à saúde.

Fonte: Bahia Notícias


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