Operação em Goiânia apreende 32 canetas emagrecedoras falsificadas

Produtos vendidos a R$ 4,3 mil imitavam tirzepatida, da farmacêutica Eli Lilly, e representavam risco grave à saúde.

Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás.

Uma operação conjunta da Polícia Civil e Militar de Goiás apreendeu, na última sexta-feira (30), 32 canetas emagrecedoras falsificadas que eram comercializadas ilegalmente no Camelódromo de Campinas, em Goiânia. Os produtos eram vendidos a R$ 4.300 cada e imitavam a embalagem do medicamento original Mounjaro (tirzepatida), desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly.

Durante a ação, um homem foi preso, um adolescente apreendido e outro integrante do grupo segue foragido. As investigações apontam que as embalagens falsas eram montadas dentro do próprio camelódromo, para dar aparência de originalidade ao produto.

As canetas apreendidas não possuíam registro da Anvisa e representavam sérios riscos aos consumidores. A própria Eli Lilly já havia emitido um alerta sobre os perigos da falsificação da tirzepatida. “Ao comprar esse tipo de produto, ou adquiri-lo de fonte não verificada ou sem prescrição médica, o paciente pode estar colocando sua saúde em risco”, destacou a farmacêutica em carta aberta.

Segundo especialistas, o uso de versões falsificadas ou manipuladas pode levar a reações adversas graves, já que não há garantia sobre os ingredientes, dosagem correta ou condições de fabricação.

O medicamento original

O Mounjaro é uma caneta injetável à base de tirzepatida, inicialmente aprovada pela Anvisa para o tratamento do diabetes tipo 2. Em junho deste ano, a agência reguladora autorizou também o uso para tratamento da obesidade, ampliando a procura pelo medicamento.

No Brasil, o remédio só pode ser adquirido em farmácias com retenção da receita médica. O preço máximo, fora de programas de acesso, varia entre R$ 1.907,29 (dose de 2,5 mg) e R$ 2.384,35 (dose de 5 mg), já considerando a tributação de ICMS. O produto é fabricado exclusivamente na Europa e importado para o mercado nacional.

Combate ao comércio ilegal

As autoridades reforçam que a compra de medicamentos em locais não autorizados é crime e pode ter consequências sérias. A apreensão em Goiânia mostra como a demanda crescente por remédios para emagrecimento tem incentivado o comércio ilegal e perigoso de produtos falsificados.

A polícia segue investigando a participação de outros envolvidos na falsificação e comercialização das canetas.

Fonte: Polícia Civil de Goiás / Eli Lilly / Anvisa / Bahia Notícias



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