Pesquisadores do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington (EUA), da empresa Proteimax Biotechnology (Israel) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) identificaram que o peptídeo sintético Pep19 pode contribuir de forma significativa no tratamento da obesidade.
O estudo clínico acompanhou 24 voluntários obesos ao longo de 60 dias, em um ensaio triplo-cego. Os participantes receberam placebo ou cápsulas com diferentes doses do Pep19, administradas diariamente antes de dormir. O grupo que ingeriu 5 mg do peptídeo apresentou redução de 17% na gordura visceral, fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Além disso, os participantes que receberam a substância relataram melhora na qualidade do sono, sem registro de efeitos adversos.
O Pep19 é uma versão sintética de um fragmento de proteína encontrado em células humanas. Ele atua no sistema endocanabinoide, regulando o metabolismo, o apetite, a quebra de gordura e a liberação de energia. Estudos anteriores em animais já haviam mostrado efeitos antiobesidade, além de impacto positivo na glicemia, colesterol e pressão arterial.
Outro ponto observado pelos pesquisadores foi a capacidade do Pep19 de estimular a conversão da gordura branca em gordura marrom – um tipo de tecido que consome energia para produzir calor, contribuindo para o gasto calórico.
Apesar dos resultados animadores, os cientistas reforçam que são necessários ensaios clínicos maiores e de longo prazo para confirmar os benefícios e a segurança do composto. Ainda assim, o Pep19 se mostra como uma possível alternativa prática para melhorar a saúde metabólica e a qualidade de vida de pessoas com obesidade.
Fonte: Instituto de Ciências Biomédicas da USP / Centro de Pesquisa Biomédica Pennington / Proteimax Biotechnology
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