Senado analisa PL da Adultização e mudanças na inelegibilidade de políticos

Projetos em pauta nesta quarta-feira (27) tratam da proteção de crianças na internet e da unificação do prazo de inelegibilidade, gerando debates sobre segurança digital e Ficha Limpa.

Foto: Bruno Spada/Agência Câmara.

O Senado Federal deve apreciar nesta quarta-feira (27) duas propostas polêmicas e de grande repercussão: o PL 2.628/2022, conhecido como PL da Adultização, que estabelece regras de proteção a crianças e adolescentes na internet, e o PLP 192/2023, que altera a contagem do prazo de inelegibilidade para políticos.

PL da Adultização

De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto retorna ao Senado após aprovação na Câmara. A medida ganhou urgência após denúncias de adultização e exploração sexual de menores na internet, como no caso do youtuber Felca.

O texto cria um “ECA Digital”, impondo obrigações a plataformas digitais, aplicativos, jogos e redes sociais para proteger o público infanto-juvenil. Entre as exigências estão:

- Bloqueio do acesso de crianças a conteúdos nocivos, como pornografia, bullying, incentivo ao suicídio e jogos de azar;

- Aplicação proporcional conforme o controle editorial da plataforma;

Dispensa de empresas jornalísticas ou de conteúdo licenciado desde que cumpram classificação indicativa e canais de denúncia;

Garantia de que a regulamentação não comprometa direitos fundamentais, como liberdade de expressão, privacidade e proteção de dados.

O relator será o senador Flávio Arns (PSB-PR), e Vieira afirma que as alterações feitas pela Câmara “aperfeiçoaram e fortaleceram o texto”.

Mudança na inelegibilidade

O PLP 192/2023, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), propõe unificar em oito anos o prazo de inelegibilidade, atualmente variável, e estabelecer limite máximo de 12 anos em casos de condenações sucessivas.

O projeto gerou polêmica, com críticas do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), que argumentam que a medida poderia permitir a candidatura de políticos ainda em cumprimento de pena.

O relator, senador Weverton (PDT-MA), pediu adiamento da votação para negociar ajustes e busca apresentar o texto como forma de trazer “mais objetividade e segurança jurídica”.

Fonte: Senado Federal / Agência Senado

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