Um estudo conduzido por pesquisadores da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) em parceria com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, apresentou resultados encorajadores no uso de uma vacina experimental contra câncer de pâncreas e de intestino. A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Medicine.
A vacina, chamada ELI-002 2P, tem como alvo mutações específicas da proteína KRAS, comuns nesses tipos de tumores. Na primeira fase do estudo clínico, 25 pacientes receberam doses do imunizante após concluírem o tratamento padrão, mas ainda apresentando doença residual mínima.
Os resultados mostraram que 84% dos participantes desenvolveram resposta imune de células T específicas para a mutação, com redução dos biomarcadores tumorais. Em 24% dos casos, esses marcadores desapareceram completamente. Além disso, a maioria dos pacientes apresentou aumento na sobrevida e não registrou recidiva até o final do acompanhamento.
Segundo os pesquisadores, a formulação da vacina favorece a chegada aos linfonodos, áreas estratégicas na disseminação do câncer, e conta com um adjuvante que amplia a resposta imunológica.
Apesar dos avanços, especialistas destacam limitações do estudo, como o número reduzido de participantes e o curto período de acompanhamento. Ainda assim, os dados são considerados promissores e podem embasar novas fases de pesquisa.
Atualmente, os cientistas já desenvolvem um ensaio clínico de fase 2 com uma versão atualizada da vacina, que mira sete variantes da mutação KRAS. O estudo é financiado pela Elicio Therapeutics.
Fonte: Nature Medicine / Bahia Notícias
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