Diagnóstico tardio do câncer de colo de útero aumenta custos para o SUS

Estudo aponta impacto econômico e social da doença e reforça importância da vacinação e do rastreamento precoce.

Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil.

Um estudo realizado pela MSD Brasil mostrou que quanto mais tardio é o diagnóstico do câncer de colo de útero, maiores são os custos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além de reduzir as chances de sobrevida, a detecção em estágios avançados exige mais internações, consultas e procedimentos, como quimioterapia e radioterapia.

A pesquisa analisou dados de 206.861 mulheres diagnosticadas entre 2014 e 2021, utilizando a base pública DataSUS. O levantamento apontou que 60% dos casos no Brasil são identificados tardiamente, o que gera alto impacto financeiro para a saúde pública.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 17 mil novos casos por ano, sendo a maioria em mulheres não brancas, de baixa escolaridade e dependentes do SUS. A pandemia de Covid-19 agravou o cenário, com queda nos procedimentos de radioterapia e cirurgia, e aumento no uso exclusivo de quimioterapia, revelando lacunas no tratamento.

Os pesquisadores reforçam que 99% dos casos estão associados ao HPV, vírus prevenível por meio da vacinação. No SUS, a vacina quadrivalente é oferecida gratuitamente para meninos e meninas de 9 a 14 anos e grupos de risco até 45 anos. Já a vacina nonavalente está disponível na rede privada.

O estudo conclui que políticas públicas que ampliem a cobertura vacinal e incentivem o rastreamento precoce são essenciais para reduzir o ônus econômico e social da doença, permitindo melhor alocação de recursos e acesso a tratamentos mais eficazes.

Fonte: MSD Brasil / DataSUS / agência Brasil

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar