Ministério da Saúde amplia capacitação com cursos de geoprocessamento e inteligência artificial na vigilância em saúde

Iniciativas fazem parte do PROFEPI e buscam preparar profissionais para análise espacial de doenças e uso de IA em predição de riscos ambientais e de saúde.

Foto: Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde está oferecendo novas oportunidades de formação voltadas à modernização das estratégias de vigilância em saúde. Entre os cursos disponíveis está o autoinstrucional “Análise Espacial Aplicada à Vigilância em Saúde e Ambiente”, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict/Fiocruz).

O objetivo é capacitar gestores, pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais da área a utilizarem técnicas de análise espacial e geoprocessamento na identificação e monitoramento de fenômenos de saúde pública. O curso aborda, ao longo de quatro módulos (40h), fundamentos da geografia da saúde, sistemas de informação geográfica, cartografia temática, fontes de dados e interpretação de mapas. As inscrições estão abertas até 8 de setembro de 2025, na Plataforma Campus Virtual de Saúde Pública da Opas/OMS, com prazo de oito semanas para conclusão.

Além disso, o Ministério também está ministrando o curso “Introdução à Inteligência Artificial para Predições em Vigilância em Saúde e Ambiente”, em parceria com a USP e a Opas. A formação, com carga de 80h, é a primeira do Programa de Fortalecimento da Epidemiologia nos Serviços de Saúde (PROFEPI) a reunir participantes de todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.

Coordenado pelo professor Alexandre Chiavegatto Filho, referência internacional em machine learning aplicado à saúde e diretor do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (LABDAPS/USP), o curso atualmente conta com 75 alunos na turma piloto. A expectativa do Ministério é disponibilizá-lo futuramente em formato autoinstrucional, ampliando o acesso a profissionais de todo o país.

Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, as iniciativas reforçam o compromisso com a formação continuada dos trabalhadores da área. “Nosso objetivo é ampliar o acesso ao conhecimento e apoiar o trabalho daqueles que atuam na vigilância em saúde no país”, destacou.

Fonte: Ministério da Saúde / Opas / Fiocruz / USP /

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