Governo avalia tornar aulas de autoescola opcionais para tirar a CNH no Brasil

Proposta pode reduzir custo da habilitação em até 80%, mas recebe críticas de entidades que temem aumento de acidentes.

Foto: Arquivo Agência Brasil.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou no fim de julho que o governo estuda tornar facultativas as aulas em autoescolas para quem deseja obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida, que já foi levada à análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa reduzir o custo da emissão do documento, hoje estimado em média em R$ 3,5 mil para categorias A e B.

Segundo o Ministério dos Transportes, a flexibilização poderia cortar até 80% das despesas, permitindo que o valor final fique entre R$ 750 e R$ 1 mil. Mesmo com a mudança, candidatos continuariam obrigados a passar por provas teóricas e práticas, mas poderiam escolher livremente como se preparar.

O novo modelo permitiria que a parte teórica fosse estudada de forma autônoma, em cursos presenciais nos Centros de Formação de Condutores (CFCs), via ensino à distância por empresas credenciadas ou por materiais digitais da Senatran. Já a prática eliminaria as atuais 20 horas obrigatórias de direção, possibilitando a contratação de instrutores autônomos credenciados pelos Detrans, cuja formação seria feita por cursos digitais autorizados.

A proposta segue o modelo de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde o processo de habilitação é mais flexível. No entanto, autoescolas e entidades de trânsito criticam a ideia, alertando para um possível aumento no número de acidentes.

Se aprovada, a mudança será regulamentada por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que definirá as regras para aplicação no país.

Fonte: Ministério dos Transportes / SenatranPerguntar ao ChatGPT/correio*



Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar