Uso de anabolizantes aumenta risco cardiovascular, alerta Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

No Dia Mundial de Combate ao Colesterol, especialistas destacam que substâncias reduzem colesterol bom, elevam colesterol ruim e podem provocar síndrome metabólica mesmo em jovens.

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo.

No Dia Mundial de Combate ao Colesterol, lembrado nesta sexta-feira (8), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reforçou o alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de anabolizantes, especialmente entre jovens. Essas substâncias, derivadas da testosterona, são usadas para ganho de massa muscular e melhoria de desempenho físico, mas provocam alterações importantes no metabolismo e aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

Segundo a SBEM, os anabolizantes reduzem o HDL (“colesterol bom”) e aumentam o LDL (“colesterol ruim”), além de favorecer resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral e outros fatores ligados à síndrome metabólica — condição associada a infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Estudos recentes também apontam danos ao fígado e alterações hormonais persistentes mesmo após a suspensão do uso.

Levantamentos mostram que 6,4% dos homens já utilizaram anabolizantes, com índices ainda maiores entre frequentadores de academias. Em muitos casos, o uso é combinado a insulina e hormônio do crescimento, potencializando efeitos adversos e aumentando o risco de eventos cardíacos precoces.

A campanha de 2025 da SBEM incentiva escolhas conscientes e acompanhamento médico antes de qualquer intervenção que afete o metabolismo. O Conselho Federal de Medicina proíbe a prescrição de esteroides androgênicos e anabolizantes para fins estéticos ou de performance esportiva, devido à falta de comprovação científica de benefícios e à gravidade dos efeitos colaterais.

Entre os riscos citados estão hipertrofia cardíaca, hipertensão, infarto, aterosclerose, doenças hepáticas, transtornos mentais, infertilidade e disfunção hormonal.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)/agência Brasil

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