Nova “bombinha” contra tuberculose pode revolucionar tratamento no Brasil

Projeto da Unesp recebe R$ 14 milhões para desenvolver medicamento inalável com nanotecnologia e maior eficácia contra a doença.

Fonte: Comunicação CFF.

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp de Araraquara estão desenvolvendo um novo tratamento para a tuberculose, com potencial de revolucionar a abordagem atual da doença no Brasil. Com R$ 14 milhões em financiamento da Finep, através do programa “Mais Inovação Brasil Saúde – ICT” e apoio do SUS, o projeto visa criar, nos próximos três anos, um medicamento inalável mais eficaz, acessível e com menos efeitos colaterais do que os tratamentos orais convencionais.

Batizado de INOVA TB, o dispositivo é semelhante a uma bombinha de asma e usa nanotecnologia para levar fármacos diretamente aos pulmões, atingindo as áreas infectadas com maior precisão. A estratégia promete substituir os atuais esquemas terapêuticos que exigem até 12 comprimidos diários por vários meses — um desafio, sobretudo, para populações vulneráveis.

A inovação foi destaque nacional, ficando entre as 10 propostas mais bem av aliadas entre mais de 200 submetidas. O medicamento será baseado em micropartículas encapsuladas em estruturas inaláveis, que imitam substâncias já presentes nos pulmões. Isso aumenta a eficácia contra os granulomas — estruturas que protegem a bactéria causadora da tuberculose — e reduz os riscos de reações adversas.

Apesar de ainda estar em fase inicial, com testes laboratoriais e em animais, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode ser aplicada também em outras doenças respiratórias como Covid-19, asma e pneumonia. Além disso, o projeto fortalece a infraestrutura científica nacional, gerando bolsas e formação de novos pesquisadores.

Fonte: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp de Araraquara / Finep – Programa Mais Inovação Brasil Saúde – ICT

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