EMS lança primeiras canetas nacionais com liraglutida para obesidade e diabetes tipo 2

Olire e Lirux chegam ao mercado como alternativas aos medicamentos importados, com preços até 20% mais baixos e foco em ampliar o acesso ao tratamento.

Foto: Comunicação CFF.

A farmacêutica brasileira EMS iniciou nesta segunda-feira (4) a comercialização dos primeiros medicamentos nacionais à base de liraglutida: o Olire, voltado ao tratamento da obesidade, e o Lirux, indicado para o controle do diabetes tipo 2. Os produtos, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, são similares aos importados Saxenda e Victoza, da dinamarquesa Novo Nordisk.

O Olire foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2023, mas sua venda só foi liberada após o fim da patente da liraglutida em março de 2025. A liberação abre caminho para que outros laboratórios também lancem versões similares ou genéricas do composto.

A liraglutida pertence ao grupo dos agonistas do receptor de GLP-1, mesma classe terapêutica da semaglutida (presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy) e da tirzepatida (encontrada no Mounjaro). No Brasil, o uso da liraglutida é autorizado para adolescentes a partir de 12 anos e adultos com obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) ou sobrepeso (IMC entre 27 e 30 kg/m²) com comorbidades, como hipertensão ou pré-diabetes.

O tratamento é feito por injeções diárias, e a EMS já disponibilizou 100 mil canetas do Olire e 50 mil do Lirux em grandes redes de farmácias como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco. Inicialmente, a distribuição se concentra nas regiões Sul e Sudeste, mas a empresa prevê expansão nacional até o fim de agosto.

Preços e comparativos

Os preços variam conforme o produto e a embalagem:

- Olire: R$ 307,26 (1 caneta) ou R$ 760,61 (3 unidades)

- Lirux: R$ 507,07 (2 canetas)

Cada caneta contém 3 ml da solução, com 6 mg de liraglutida por ml, totalizando 18 mg. A caixa com três unidades (54 mg) é suficiente para até 18 dias de tratamento na dose máxima de 3 mg/dia.

Diferente dos genéricos, os medicamentos similares não têm obrigação de redução mínima de preço, mas a EMS informou que o Olire será de 10% a 20% mais barato que o Saxenda, seu equivalente de referência.

Em comparação com outros medicamentos da mesma classe:

- Wegovy (2,4 mg): R$ 1.699,00

- Ozempic (1 mg): R$ 999,00

Mounjaro (5 mg): R$ 1.759,64

Com isso, os produtos da EMS se apresentam como opções mais acessíveis para o tratamento de doenças crônicas que atingem milhões de brasileiros, ampliando o acesso e a adesão terapêutica.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / EMS / Redes de farmácias

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