Ministério da Saúde lança programa que permite atendimento de pacientes do SUS em hospitais privados com dívidas de planos de saúde

Programa do Ministério da Saúde permitirá que operadoras de planos de saúde quitem dívidas com a União oferecendo atendimentos gratuitos a pacientes do SUS em hospitais privados.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A partir desse mês, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser encaminhados para consultas, exames e cirurgias em hospitais da rede privada por meio do novo programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa busca ampliar o acesso a atendimentos especializados e, ao mesmo tempo, resolver parte das dívidas acumuladas por operadoras de planos de saúde com a União.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a medida permitirá que planos de saúde troquem dívidas por serviços gratuitos prestados aos usuários do SUS. A expectativa é que, em 2025, cerca de R$ 750 milhões em dívidas sejam quitados dessa forma. O valor representa parte dos R$ 1,3 bilhão que as operadoras devem ao sistema público por não ressarcirem o atendimento de seus beneficiários, como determina a legislação vigente.

A adesão ao programa será voluntária, e o edital com as regras será publicado em 4 de agosto. O cadastro das operadoras interessadas começará em 11 de agosto, por meio da plataforma InvestSUS. As empresas deverão apresentar comprovação de capacidade técnica, operacional e uma proposta de atendimento compatível com a demanda regional do SUS.

Para participar, as operadoras precisarão demonstrar capacidade de realizar mais de 100 mil atendimentos por mês. Em regiões com menor oferta de instituições de saúde, o mínimo exigido será de 50 mil atendimentos mensais. O Ministério avaliará também o histórico de regularidade das operadoras e a compatibilidade da oferta com as necessidades do território.

Segundo a pasta, os pacientes não poderão escolher se desejam ou não ser atendidos por hospitais privados ou selecionar qual plano será responsável pelo procedimento. A decisão caberá exclusivamente à regulação do SUS, que administra as filas conforme critérios de especialidade, gravidade e disponibilidade regional.

O novo programa busca agilizar o acesso a especialistas e reduzir filas de espera na rede pública, ao mesmo tempo em que responsabiliza operadoras por dívidas acumuladas com o sistema. A informação foi divulgada oficialmente pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Ministério da Saúde/correio*

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar