Do Luto à Luta: Gratidão a todos que caminharam pela justiça; movimento emite nota de agradecimento

Movimento Do Luto à Luta celebra decisão da Justiça, reforça conquistas e mantém firme a mobilização pela instalação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Guanambi.

Depois de quase quatro anos de dor, resistência e mobilização, a justiça foi feita. A condenação do assassino de Alcione Malheiros e Ana Júlia a 68 anos e 8 meses de prisão marca não apenas o fim de um ciclo de impunidade, mas também o fortalecimento de uma causa que uniu uma cidade inteira em nome da vida, da memória e da dignidade das mulheres.

O Movimento Do Luto à Luta, que nasceu do trauma e da indignação, se transforma agora em um símbolo de amor coletivo e transformação social. Com profunda gratidão, os familiares e apoiadores prestam uma homenagem a todas as pessoas, instituições e autoridades que estiveram ao lado dessa luta por justiça e por políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

Confira, na íntegra, a nota de agradecimento.

NOTA DE AGRADECIMENTO

"Tudo começou com dor e luto, e se transformou em amor."

Em nome do Movimento Do Luto à Luta, expressamos nosso mais profundo e emocionado agradecimento a toda a população que abraçou essa causa, bem como aos representantes de cada órgãos e instituições que estiveram ao nosso lado durante toda essa caminhada.

Tudo começou em 12 de dezembro de 2021, com o brutal assassinato de Alcione Malheiros e Ana Júlia, e culminou em 24 de julho de 2025, com a condenação do réu à pena máxima de 68 anos e 8 meses de prisão — um marco de justiça não apenas para a família das vítimas, mas para toda a sociedade que clama pelo fim da impunidade.

Ao Poder Judiciário de Guanambi, representado pela digníssima juíza Dra. Cecília Angélica Dias, nosso reconhecimento pelo equilíbrio, sensibilidade e firmeza com que conduziu o júri. Ao promotor de Justiça Dr. Ariomar Figueiredo e aos advogados de acusação, Dr. Guilherme Cruz e Dr. Troiano Lélis, nossa admiração pela atuação brilhante, corajosa e sensível. Aos jurados, que reconheceram a monstruosidade do crime, nosso respeito e gratidão.

A dor da perda permanece, mas a certeza de que a justiça foi feita fortalece a comunidade e reacende a esperança. Mais do que isso: por meio da mobilização do movimento, importantes equipamentos foram instalados pelas autoridades políticas para a proteção da vida das mulheres, como o CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) e o NEAM (Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher). Viaturas para a Ronda Maria da Penha e o NEAM. Aparelhamento para o IML. E a luta não para. Seguimos firmes na busca pela instalação da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), ferramenta essencial no enfrentamento à violência de gênero.

Registramos também nossa gratidão aos nossos familiares, à imprensa de Guanambi, região e do Brasil; à vereadora Míria Paes, procuradora da Mulher na Câmara de Guanambi, que esteve conosco em todos os momentos; às vereadoras Maria Sílvia Lilia e Eponina Gomes; à Déborah Marques, do Observatório da UniFG; à Aline Ladeia, presidente da OAB Mulher; à tenente Jacimara Ornelas, coordenadora da Ronda Maria da Penha; à deputada Ivana Bastos, ao vereador Paulo Costa, e ao Deputado Felipe Duarte, nossos elos com o Governo; à ex-secretária de Políticas para Mulheres da Bahia, Julieta Palmeira; ao ex-prefeito Nilo Coelho; ao vereador Natanael Pretinho e aos demais vereadores de Guanambi; à secretária de Educação, Lajucy Donato; à secretária de Assistência Social, Carla Maria; ao ex-secretário de Saúde, Dr. Edson Lélis (Luia); ao atual secretário de Saúde, Edmilson Júnior; ao prefeito Arnaldo Azevedo (Nal) e à primeira-dama Tatiane Correia; à ex-presidente do CMDDA, Edésia Lisboa; ao professor de História de Ana Júlia, Ronaldo Soares; à Influencer digital Gleice Santana; ao tenente-coronel Arthur Mascarenhas e a toda a Polícia Militar; ao Ministério Público; à Delegacia de Polícia Civil; à Defensoria Pública; ao CICOM 190; ao Conselho Tutelar; ao IML; ao Hospital Geral; à UPA 24h; às instituições de ensino (UNEB, UniFG, Unopar e escolas particulares);

Além dos pastores evangélicos: Pr. Augusto Silva, da Igreja Betel de Guanambi; Pra. Norma Angélica, da Igreja Batista Sião; Pr. Edilvan dos Santos Cruz (Pr. Dil), da Igreja Pentecostal Nenhuma Condenação Há Para os que Estão em Cristo Jesus; Pra. Rosana e Vilma, e os pastores Joari, Vitor e Wilson, das igrejas evangélicas do Distrito de Morrinhos; Pr. Nivaldo Prado dos Santos, da Igreja O Brasil Para Cristo; Pra. Kellen Beda e Pr. Cleudson Beda, da Igreja Batista Peniel; Pr. Gilson de Jesus Rocha, da Igreja Missão Cristã Internacional; Pr. Paulo Rogério, da Igreja Pentecostal Missionária de Guanambi; e Pra. Taisa da Igreja Mundial.

E aos padres: pároco João de Sá Teles, da Paróquia Santo Antônio; Padre Eutrópio Aécio, da Paróquia São Geraldo Majella; Grupo de Oração Filhos da Imaculada, da Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição; ao bispo diocesano de Caetité, Dom Carvalho; e ao Pe. Patrick O’Nill, da Igreja Nossa Senhora Aparecida.

Todos foram fundamentais para que, após anos de luta, a justiça acontecesse de forma firme, clara e implacável.

Acreditamos na justiça — e ela correspondeu aos nossos anseios com equilíbrio, responsabilidade e compromisso com a verdade. Que este caso seja um marco de que vidas importam, e de que o crime jamais vencerá o amor, a memória e a dignidade.

Com gratidão e respeito,

Quésia Malheiros e Neide Lu

Pelo Movimento Do Luto à Luta

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