Professores da rede estadual de ensino da Bahia já podem se inscrever no Edital de Concessão de Bolsas a Coordenadores de Clubes de Ciências, uma iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A ação integra o programa Bahia Faz Ciência na Escola e selecionará até 400 docentes para desenvolver projetos científicos com estudantes da educação básica em escolas dos 27 territórios de identidade do estado.
De acordo com a Fapesb, as inscrições seguem abertas até o dia 8 de agosto e podem ser feitas pelo site oficial da fundação: www.fapesb.ba.gov.br.
As bolsas têm duração de até 24 meses e são voltadas a professores responsáveis pela criação e coordenação dos Clubes de Ciências nas unidades escolares. A proposta busca fortalecer o ensino de ciências, estimular o protagonismo dos estudantes e promover maior aproximação entre os alunos e a cultura científica. “Queremos que os estudantes enxerguem a ciência como parte do seu cotidiano e como uma possibilidade real de futuro, inclusive com impacto direto no território onde vivem”, afirmou o chefe de gabinete da Secti, Marcius Gomes, segundo divulgado pela Fapesb.
A distribuição das 400 bolsas será feita da seguinte forma:
- 160 bolsas para escolas de tempo integral;
- 120 bolsas para unidades com educação profissional e tecnológica;
- 120 bolsas para escolas com ensino fundamental (2º ciclo) e/ou médio em tempo parcial.
O edital prevê que ao menos 70% das vagas sejam destinadas a professoras, como forma de garantir maior equidade de gênero na iniciativa. O investimento total é de R$ 8 milhões.
Outra novidade importante é que os professores já envolvidos em projetos científicos com seus alunos poderão acumular bolsas, mesmo que já recebam apoio financeiro de outros programas federais. A medida visa ampliar o engajamento docente na formação científica dos estudantes.
Além disso, a proposta contempla a implantação da chamada Trilha da Inovação, uma metodologia adaptada do Parque Tecnológico da Bahia, que será levada para dentro das escolas. A trilha envolve etapas como cultura de patente, incubação de ideias e aceleração de projetos, com apoio de instituições como o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), o Sebrae e o Sesi.
A ação representa mais um passo da Bahia no fortalecimento da educação científica e tecnológica dentro da rede pública estadual.
Fonte: ba.gov.br
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