O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revisou 535 mil benefícios por incapacidade temporária entre julho e outubro de 2026. Desse total, cerca de 277 mil segurados receberam alta médica, enquanto outros 36 mil passaram a receber aposentadoria por incapacidade permanente. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Previdência Social.
Outros 224 mil beneficiários tiveram os pagamentos mantidos após a avaliação. A revisão faz parte de um pente-fino que tem como meta analisar 800 mil benefícios, com prioridade para aqueles concedidos há mais de dois anos.
Quem pode ser convocado?
O foco da revisão são os segurados que recebem auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, há mais de dois anos. Eles podem ser chamados para uma nova perícia médica, mesmo que já tenham passado por avaliações anteriores.
A convocação pode ser feita por carta ou edital. Também é importante acompanhar as notificações pelo aplicativo ou site Meu INSS e pela Central 135. O recebimento do benefício por mais de dois anos, porém, não significa cancelamento automático: a decisão depende da avaliação das condições de saúde e da capacidade para o trabalho.
Quais documentos apresentar na perícia?
Quem for convocado deve levar documento oficial com foto, CPF e documentação médica atualizada. Entre os registros recomendados estão:
- Relatórios médicos recentes;
- Exames e resultados que comprovem o quadro de saúde;
- Receitas e comprovantes de medicamentos;
- Registros de tratamentos em andamento;
- Documentos que demonstrem a evolução da doença e as limitações para o trabalho.
Os relatórios devem detalhar como a condição de saúde interfere nas atividades profissionais, além de informar o tratamento realizado e a evolução do quadro clínico. O segurado também deve observar as orientações da convocação e comparecer na data marcada.
O que fazer se o benefício for cortado?
Quem ainda recebe o auxílio e tem uma data prevista para encerramento pode solicitar a prorrogação nos últimos 15 dias antes do fim do pagamento, conforme as regras do INSS.
Se o benefício já tiver sido encerrado e o segurado discordar da decisão, é possível apresentar recurso administrativo. Em regra, o prazo é de 30 dias a partir do conhecimento da decisão. O recurso é analisado pelo Conselho de Recursos da Previdência Social.
Também existe a possibilidade de recorrer à Justiça para solicitar o restabelecimento do pagamento, quando houver fundamento. A orientação de um advogado previdenciário ou da Defensoria Pública pode ajudar na escolha do procedimento adequado.
Como acompanhar a revisão?
Os segurados podem consultar informações sobre o benefício, pedidos, perícias e decisões pelo aplicativo ou site Meu INSS. A Central 135 também disponibiliza orientações sobre os procedimentos.
Com a meta de revisar 800 mil pagamentos, o pente-fino ainda poderá alcançar outros beneficiários. Por isso, quem recebe auxílio por incapacidade temporária deve acompanhar os canais oficiais e manter os documentos médicos atualizados.
Fonte: Ministério da Previdência Social e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
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