SUS começa a ofertar nove novos medicamentos contra o câncer

Ministério da Saúde prevê disponibilizar 23 fármacos até o fim de 2026 e distribuir 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal na rede pública.

Foto: Internet.

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as opções de tratamento para pacientes com diferentes tipos de câncer. A previsão é disponibilizar 23 novos fármacos até o fim de 2026, com estimativa de beneficiar mais de 116 mil pessoas. A iniciativa também inclui a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal.

Os nove medicamentos contemplam 13 indicações terapêuticas para tumores como os de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e tireoide, além de diferentes tipos de linfoma. A oferta começa em 20 centros especializados distribuídos pelas cinco regiões do país, com previsão de expansão para as demais unidades até dezembro.

Entre os fármacos incluídos estão abemaciclibe, trastuzumabe, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, sunitinibe, acetato de lanreotida e alfatirotropina. Segundo o ministério, a ampliação busca melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

O investimento anual previsto para a aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões. Para viabilizar a oferta dos 23 fármacos, o governo estima um impacto de R$ 4 bilhões por ano.

Outra medida é a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT), destinados à identificação de possíveis sinais de câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início previsto para novembro em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

O exame será direcionado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. O resultado poderá indicar a necessidade de colonoscopia para confirmação diagnóstica, contribuindo para a identificação precoce da doença.

As medidas incluem ainda recursos para cirurgias oncológicas minimamente invasivas, reajustes nos valores pagos por procedimentos de diagnóstico e tratamento e fortalecimento dos serviços de anatomia patológica.

O financiamento da iodoterapia para câncer de tireoide também será ampliado em 246%, passando de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões anuais. Além disso, o governo prevê investimentos em exames genéticos e moleculares para aprimorar a identificação de tumores.

Outra iniciativa será a criação de uma linha de cuidado específica para o retinoblastoma, câncer que afeta a retina e atinge principalmente crianças pequenas. O objetivo é organizar o diagnóstico precoce e o encaminhamento para serviços especializados.

 Com a ampliação dos medicamentos, dos exames e dos recursos destinados à oncologia, o Ministério da Saúde pretende reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento aos pacientes do SUS. As mudanças integram a estratégia Agora Tem Especialistas, voltada à expansão do acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer em todo o Brasil.

Fontes: Ministério da Saúde; Programa Agora Tem Especialistas / gov.br

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