Geração Z lidera alta no uso de medicamentos para depressão e ansiedade

Jovens de até 29 anos tiveram os maiores aumentos em compradores, compras e gastos com remédios para saúde mental.

Foto: Shutterstock.

O consumo de medicamentos relacionados à depressão e à ansiedade cresceu entre diferentes gerações no Brasil, mas a Geração Z apresentou o maior avanço. Levantamento da Vidalink aponta alta de 15% no número de jovens compradores, 19% nas compras e 21% no valor gasto no primeiro semestre de 2026, em comparação com o período anterior analisado.

O estudo avaliou 34.823 beneficiários que adquiriram pelo menos um medicamento relacionado à saúde mental entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Apesar de Millennials e Geração X ainda concentrarem a maior parte das compras, os jovens de até 29 anos foram os que mais ampliaram sua participação proporcional.

O crescimento também foi registrado entre outras faixas etárias. Entre os Millennials, o número de compradores aumentou 10,2%, enquanto na Geração X a alta foi de 7,1%. Entre os Baby Boomers, o avanço chegou a 3,5%.

As mulheres representaram 64,1% dos compradores nos dois períodos analisados, contra 35,9% de homens. O levantamento, no entanto, não permite apontar as causas das diferenças nem afirmar que o aumento nas compras represente, necessariamente, maior incidência de depressão ou ansiedade.

Segundo especialistas, o crescimento pode estar relacionado à maior busca por tratamento e à redução do estigma em torno da saúde mental. A psicóloga Caroline Macarini ressalta, porém, que o uso de medicamentos não representa, sozinho, um cuidado integral.

O valor movimentado pela plataforma também aumentou, passando de R$ 10 milhões para R$ 11,5 milhões, uma alta de 15,3%. Os dados, entretanto, foram coletados em uma base de benefícios corporativos e não representam toda a população brasileira.

O levantamento mostra uma expansão da procura por medicamentos para saúde mental, especialmente entre os jovens, mas também reforça a importância de ampliar o acesso a acompanhamento especializado. Para especialistas, o tratamento deve considerar não apenas a prescrição de medicamentos, mas também o acompanhamento psicológico e as condições sociais e profissionais que influenciam a saúde mental.

Fonte: Vidalink / CNN Brasil

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