Câncer de mama aumenta com a idade; cuidado deve continuar após os 60

INCA estima 78,6 mil novos casos por ano no Brasil; mamografia, atenção aos sintomas e avaliação individual são essenciais.

Foto: Shutterstock/Reprodução.

O câncer de mama se torna mais frequente com o avanço da idade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Para o período de 2026 a 2028, são estimados 78.610 novos diagnósticos por ano no Brasil.

O envelhecimento aumenta a exposição a fatores de risco e provoca mudanças biológicas que podem favorecer o desenvolvimento da doença. Por isso, completar 60, 70 anos ou mais não significa interromper os cuidados com a saúde das mamas.

Mamografia e atenção aos sintomas

Desde 2025, o Ministério da Saúde recomenda, pelo SUS, a realização de mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. A orientação para o rastreamento, porém, não impede a investigação de alterações suspeitas em qualquer idade.

Nódulos, mudanças na pele ou no formato da mama, retração do mamilo, secreção ou outras alterações novas e persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

A decisão sobre manter o rastreamento em mulheres mais velhas deve considerar condições clínicas, funcionalidade, expectativa de vida, riscos e benefícios dos exames e as preferências da paciente.

Diagnóstico orienta tratamento

A investigação pode envolver mamografia e ultrassonografia. Quando necessário, é realizada uma biópsia, que permite analisar o tecido e confirmar o diagnóstico.

A avaliação também identifica características do tumor, como tipo, grau e aspectos moleculares, informações importantes para definir a estratégia de tratamento.

A idade, isoladamente, não determina a conduta médica. Doenças existentes, medicamentos, estado nutricional, autonomia, cognição, fragilidade e suporte familiar também podem ser considerados pela equipe de saúde.

Assim, o acompanhamento deve ser individualizado. Manter a atenção às mamas, investigar alterações suspeitas e buscar diagnóstico preciso são medidas importantes para ampliar as possibilidades de tratamento e contribuir para a qualidade de vida das mulheres mais velhas.

Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA); Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG); Sociedade Brasileira de Patologia (SBP)

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