O Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado para orientar a população sobre o acesso a consultas, exames e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa apresenta as etapas para chegar aos serviços especializados, desde o atendimento inicial na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento pela rede pública.
As orientações também detalham serviços disponibilizados por meio do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025. A iniciativa atende pessoas que precisam de avaliação médica, acompanhamento, exames diagnósticos ou procedimentos especializados.
O primeiro passo é procurar uma UBS, onde o paciente será avaliado por uma equipe de saúde. Quando houver indicação clínica, a central de regulação da secretaria municipal de saúde realiza o encaminhamento para o serviço especializado adequado.
Conforme a necessidade de cada paciente, o atendimento pode envolver consulta com especialista, exames para investigação ou confirmação de diagnóstico, acompanhamento médico e cirurgia. Pessoas com indicação de procedimento cirúrgico também podem consultar, pelo Meu SUS Digital, informações sobre a posição na fila e a confirmação da cirurgia.
Sintomas como mal-estar, dor de cabeça persistente e visão embaçada estão entre os sinais que merecem avaliação. A orientação também vale para quem precisa realizar exames preventivos.
Pacientes que vivem a mais de 50 quilômetros de um centro especializado podem contar com transporte de ida e volta, incluindo acompanhante. O serviço utiliza vans, micro-ônibus e ambulâncias, conforme a necessidade clínica.
Ao todo, são 3,3 mil veículos destinados ao atendimento em todos os estados brasileiros.
A campanha também destaca a Telessaúde, que permite a realização de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte da assistência seja realizada a distância, conectando pacientes e profissionais para diagnóstico e acompanhamento.
Os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da Federação e oferecem atendimentos em 62 especialidades. Entre os serviços estão exames remotos em áreas como tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia.
Desde o início de 2025, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados por meio da estrutura. A rede ainda receberá 7 mil novos kits de equipamentos para ampliar o teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios.
Outra alternativa são as Carretas da Saúde do Agora Tem Especialistas, unidades móveis destinadas a regiões com menor oferta de serviços especializados.
As carretas de diagnóstico por imagem realizam exames como tomografia e ultrassonografia. As unidades de oftalmologia oferecem consultas, exames e cirurgias de catarata. Já as voltadas à saúde da mulher disponibilizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas especializadas.
Até o final do ano, a previsão é de 150 unidades móveis circulando pelas diferentes regiões do país, com ampliação para áreas como cardiologia e saúde bucal. Até agora, as carretas já realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos e atenderam 458 mil pessoas em 4.249 municípios, equivalente a 76,2% das cidades brasileiras.
O atendimento especializado pelo SUS também pode ocorrer em hospitais privados e filantrópicos participantes do Agora Tem Especialistas. O encaminhamento é realizado pelas centrais de regulação estaduais ou municipais, sem cobrança ao paciente.
Atualmente, 312 instituições de 21 estados participam da iniciativa, com oferta de serviços em especialidades como cardiologia, oftalmologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. A previsão é de aproximadamente 793 mil procedimentos.
Na área de oncologia, a rede especializada inclui serviços destinados à investigação, diagnóstico e tratamento, além de unidades habilitadas para atendimentos de alta complexidade e radioterapia.
A campanha reforça que o acesso aos serviços especializados começa pela atenção básica. A partir da avaliação na UBS e, quando necessário, da regulação municipal ou estadual, o paciente pode ser encaminhado para diferentes modalidades de atendimento disponíveis na rede pública.
Fonte: Ministério da Saúde
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