Ensino de ciência e tecnologia exige formação contínua de professores

Estudo aponta que educação STEM depende de capacitação docente, infraestrutura adequada e acesso igualitário à tecnologia.

Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil.

O ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecido pela sigla STEM, exige investimentos contínuos na formação de professores, além de infraestrutura e acesso à tecnologia. A conclusão faz parte de um levantamento que analisou a presença dessas áreas na educação básica de seis capitais brasileiras.

O estudo identificou desafios como falta de formação específica, resistência ao uso de tecnologias e desigualdade no acesso a equipamentos e internet. Os pesquisadores defendem que a capacitação docente seja contínua e integrada à jornada de trabalho, combinando atividades presenciais e a distância.

Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar o acesso a computadores, equipamentos tecnológicos, conectividade e suporte técnico, evitando diferenças entre regiões e escolas. A proposta é integrar as disciplinas para estimular aprendizagem investigativa, pensamento crítico e aplicação prática dos conhecimentos.

O levantamento também reuniu experiências desenvolvidas nas capitais analisadas, incluindo atividades de programação sem dispositivos eletrônicos, recursos de realidade virtual, espaços maker, impressoras 3D, robótica e projetos de integração entre diferentes áreas do conhecimento.

No Rio de Janeiro, por exemplo, unidades educacionais adotam uma abordagem interdisciplinar que reúne STEM e artes, formando o conceito STEAM. Os espaços tecnológicos permitem que estudantes desenvolvam projetos práticos e utilizem ferramentas como robótica, modelagem 3D e realidade virtual.

Segundo os pesquisadores, o fortalecimento dessas áreas é especialmente relevante diante de desafios atuais, como o avanço da inteligência artificial e as mudanças climáticas. A proposta é preparar os estudantes para compreender, questionar e utilizar novas tecnologias de maneira responsável.

Fontes: Fundação Carlos Chagas; British Council; Panorama da Educação STEM no Brasil / agência Brasil

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