A partir de 3 de agosto, o Calendário Nacional de Vacinação passará a contar com uma segunda dose de reforço contra a poliomielite, aplicada aos 4 anos de idade. A medida busca ampliar a proteção das crianças e manter o Brasil livre da circulação do poliovírus.
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do esquema vacinal contra a poliomielite, que passa a incluir uma nova dose de reforço no calendário infantil. Com a mudança, o país reforça as ações de prevenção e manutenção do status de eliminação da doença.
O Brasil está há 37 anos sem registrar casos de poliomielite, sendo o último confirmado em 1989. Desde 1994, o país possui certificação internacional de área livre da circulação do poliovírus, concedida junto aos demais países das Américas.
Com a atualização, o esquema vacinal passa a contar com cinco doses da vacina inativada poliomielite (VIP), todas disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As aplicações são realizadas aos 2, 4 e 6 meses de vida, com o primeiro reforço aos 15 meses e o novo reforço aos 4 anos de idade.
As doses de reforço têm a função de manter a imunidade elevada ao longo do tempo, ampliando a proteção individual e coletiva contra a doença.
A decisão foi baseada em discussões com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), além da participação de entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Apesar da eliminação da doença no país, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação continua sendo essencial, já que ainda há circulação do poliovírus em outros países, como Paquistão e Afeganistão, além de registros de vírus derivados de vacinas em regiões com baixa cobertura vacinal.
Desde novembro de 2024, o Brasil adotou exclusivamente a vacina inativada poliomielite, substituindo a antiga vacina oral (gotinha), com base em evidências científicas atualizadas.
A vacinação é indicada para crianças menores de 5 anos, e o novo reforço é destinado àquelas que já concluíram o esquema básico e o primeiro reforço. Crianças com doses atrasadas também devem ser avaliadas e atualizadas nas unidades de saúde.
Com a ampliação do calendário vacinal, o país reforça a estratégia de prevenção e busca manter a poliomielite sob controle, protegendo novas gerações e evitando o risco de reintrodução da doença.
Fontes: Ministério da Saúde / Programa Nacional de Imunizações (PNI)
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