Reforço contra pólio passa a ser aplicado aos 4 anos a partir de agosto

Esquema vacinal volta a incluir cinco doses exclusivamente injetáveis e substitui o uso da vacina oral no reforço infantil.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasi.

A partir de 3 de agosto, crianças de 4 anos passarão a receber uma nova dose de reforço contra a poliomielite no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança retoma o esquema com cinco doses da vacina inativada injetável e elimina o uso da versão oral no reforço, ampliando a proteção contra a doença.

A atualização do calendário vacinal infantil altera o modelo utilizado até 2024, quando o esquema combinava doses injetáveis e reforços com a vacina oral. Agora, todas as aplicações passam a ser feitas exclusivamente com a vacina inativada, aplicada por via injetável.

O novo esquema prevê três doses iniciais aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a mudança busca reduzir riscos associados à vacina oral, que em situações raras pode sofrer mutações do vírus atenuado.

Com a alteração, crianças menores de 5 anos que ainda não completaram as cinco doses devem ser levadas às unidades de saúde para avaliação e atualização da caderneta vacinal.

A decisão foi baseada em recomendação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e divulgada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Especialistas reforçam que o esquema de reforço é importante porque a imunidade pode diminuir com o tempo, sendo necessária a manutenção da proteção ao longo da infância.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o reforço é essencial especialmente na faixa etária infantil, mais vulnerável às formas graves da doença. Em casos de surtos, a vacinação pode ser ampliada também para adultos.

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e mantém status de área livre de circulação do vírus desde 1994. Apesar disso, a circulação da doença ainda ocorre em alguns países, o que reforça a importância da vacinação contínua como principal forma de prevenção.

Historicamente, entre 1968 e 1989, o país registrou mais de 26 mil casos. A poliomielite pode causar sintomas leves, mas também atingir o sistema nervoso e provocar paralisia permanente ou morte, sendo conhecida como paralisia infantil.

Com a retomada do esquema completo de vacinação injetável, autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter a caderneta atualizada e garantir a imunização infantil como principal estratégia de prevenção contra o retorno da poliomielite.

Fontes: Ministério da Saúde / Programa Nacional de Imunizações (PNI) / Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) / agência Brasil

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