A divulgação de medicamentos por influenciadores digitais nas redes sociais tem gerado alerta entre profissionais de saúde. O incentivo ao uso de fármacos sem prescrição médica, especialmente voltados para foco, desempenho e emagrecimento, pode estimular a automedicação e trazer riscos à população.
Entre os medicamentos mais mencionados está a lisdexanfetamina, conhecida comercialmente como Venvanse, indicada para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Em conteúdos publicados online, o medicamento é frequentemente associado a ganhos de produtividade e concentração, o que pode levar ao uso indevido por pessoas sem diagnóstico.
Especialistas alertam que o uso sem acompanhamento médico pode provocar efeitos adversos como insônia, ansiedade, irritabilidade, aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos cardíacos e risco de dependência, já que a substância atua diretamente no sistema nervoso central.
Outro ponto de preocupação é a disseminação de informações sem base científica, quando experiências individuais são apresentadas como soluções universais, ignorando a necessidade de avaliação clínica individualizada para qualquer tratamento medicamentoso.
Nesse contexto, profissionais da área farmacêutica desempenham papel essencial na orientação sobre o uso correto de medicamentos, ajudando a identificar riscos e reforçando a importância da prescrição médica. A recomendação é que informações obtidas nas redes sociais sejam sempre verificadas com profissionais de saúde antes de qualquer decisão terapêutica.
O aumento da influência digital sobre temas de saúde reforça a necessidade de conscientização sobre os riscos da automedicação e da desinformação, especialmente quando envolve medicamentos de ação controlada.
Fonte: Profissionais da área de saúde e farmacêuticos / CFF
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