O avanço das pesquisas com a polilaminina, medicamento experimental desenvolvido para o tratamento de lesões na medula espinhal, foi tema de debate na Câmara dos Deputados. Durante a audiência, pesquisadores defenderam prioridade para a realização dos testes clínicos, enquanto representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde destacaram que a terapia ainda precisa comprovar segurança e eficácia.
A polilaminina está autorizada para a primeira fase de estudos clínicos, que deverá avaliar pacientes com lesão medular recente. Paralelamente, alguns pacientes têm acesso ao medicamento por meio do uso compassivo, mecanismo excepcional destinado a casos graves sem alternativas terapêuticas.
Segundo especialistas, embora os resultados iniciais sejam considerados promissores, ainda não existem evidências científicas suficientes para confirmar a eficácia do tratamento. O Ministério da Saúde ressaltou que a incorporação da terapia ao Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá da conclusão dos estudos clínicos e da aprovação regulatória pela Anvisa.
Durante o debate, também foi defendido o fortalecimento do financiamento à pesquisa científica e a redução de entraves para o desenvolvimento de novas tecnologias em saúde, mantendo o rigor técnico necessário para garantir a segurança dos pacientes.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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