O Transtorno do Espectro Autista (TEA) em mulheres continua sendo frequentemente diagnosticado de forma tardia, cenário que pode dificultar o acesso ao tratamento adequado e favorecer o desenvolvimento de problemas emocionais, como ansiedade e depressão.
Estudos publicados no National Library of Medicine apontam que meninas costumam apresentar sinais diferentes dos observados em meninos, o que contribui para o subdiagnóstico. Especialistas destacam que o chamado "fenótipo feminino do autismo" envolve características mais discretas, como maior capacidade de adaptação social, interesses restritos menos evidentes e habilidade para reproduzir comportamentos considerados socialmente adequados.
Outro fator relevante é a chamada camuflagem social, estratégia utilizada por muitas mulheres para esconder dificuldades de interação. Esse esforço constante pode gerar desgaste emocional significativo e retardar a busca por avaliação especializada.
Entre os sinais que merecem atenção estão dificuldades persistentes de comunicação social, sensibilidade a estímulos como ruídos e texturas, seletividade alimentar, necessidade excessiva de rotina e cansaço após interações sociais.
Especialistas reforçam que a identificação precoce do transtorno é fundamental para ampliar a eficácia das intervenções multidisciplinares. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores são as possibilidades de desenvolvimento de habilidades e melhora da qualidade de vida, aproveitando o período de maior neuroplasticidade cerebral durante a infância.
Fonte: National Library of Medicine
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