Professores da rede privada da Bahia decretam estado de greve após impasse nas negociações

Categoria cobra manutenção de bolsas de estudo e do recesso junino; paralisação pode afetar escolas particulares em todo o estado.

Foto: Laís Machado/Portal Massa.

A possibilidade de paralisação nas escolas particulares da Bahia ganhou força nesta terça-feira (9), após professores da educação básica da rede privada aprovarem, por unanimidade, o estado de greve durante assembleia realizada em Salvador.

A decisão foi tomada após cinco rodadas de negociações sem acordo entre o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), responsável por representar as instituições privadas de ensino.

Entre os principais pontos defendidos pelos docentes estão a preservação das bolsas de estudo destinadas aos filhos dos professores e a manutenção do período tradicional de recesso junino, sem alterações nas regras atualmente vigentes.

Segundo a categoria, as propostas apresentadas pelo setor patronal geraram insatisfação entre os trabalhadores, levando à aprovação do estado de greve como forma de pressionar por avanços nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho.

Em nota, o Sinepe-BA afirmou que continua buscando uma solução negociada e destacou que as propostas apresentadas visam garantir a sustentabilidade dos benefícios oferecidos pelas instituições de ensino.

O sindicato patronal informou ainda que defende a manutenção do período mínimo de 15 dias de recesso escolar, com adequações no calendário conforme o planejamento de cada unidade de ensino.

Com a aprovação do estado de greve, os professores permanecem mobilizados e podem avançar para uma paralisação caso não haja consenso nas próximas reuniões entre representantes da categoria e das escolas privadas.

O estado de greve mantém os professores em alerta e abre espaço para novas tentativas de mediação nos próximos dias. Caso as negociações não avancem, a rede privada de ensino da Bahia poderá enfrentar paralisações com impacto direto no calendário escolar.

Fontes: Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) e Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA)

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