O Brasil ainda enfrenta desafios para reduzir a mortalidade materna. Dados de 2024 apontam que o país registrou 1.347 mortes de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o parto, o equivalente a 56,4 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos.
As informações são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus) e revelam que a maioria dessas mortes poderia ser evitada com assistência adequada. A meta nacional é reduzir o índice para 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.
No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, celebrado em 28 de maio, especialistas reforçam a importância do pré-natal de qualidade, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo das gestantes. Segundo a médica Maria Isabel Peixoto, da Maternidade Escola da UFRJ, o atendimento adequado aumenta as chances de uma gestação segura e de um parto sem complicações.
Entre as principais causas de morte materna no Brasil estão hipertensão, hemorragias, infecções puerperais e complicações relacionadas ao aborto. Especialistas também alertam para a necessidade de atenção no pós-parto, período em que sinais como febre, sangramentos intensos, dores persistentes e alterações emocionais não devem ser ignorados.
A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, grávida de 18 semanas, relatou que o acompanhamento médico e as mudanças nos hábitos alimentares ajudaram a tornar a gestação mais tranquila. Já o enfermeiro obstétrico Renné Costa destacou a importância do trabalho multidisciplinar e da ampliação do atendimento humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS).
O governo federal lançou em 2024 a Rede Alyne, programa que busca reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 e ampliar o acesso à assistência para gestantes na rede pública de saúde.
Fontes: Agência Brasil / SIM-Datasus / Opas
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