Nova terapia com células-tronco apresenta resultados promissores contra complicação pós-transplante de medula

Pesquisa da PUCPR busca controlar doença grave que afeta pacientes após transplante e pode levar à morte.

Foto: Gian Galani/PUC PR.

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão desenvolvendo uma terapia inovadora com células-tronco para tratar a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), uma das complicações mais graves após o transplante de medula óssea. A condição ocorre quando células do doador atacam o organismo do paciente, podendo causar complicações severas e até fatais.

A terapia experimental, chamada MesenCell, utiliza células-tronco mesenquimais extraídas da medula óssea de doadores e processadas em laboratório. O objetivo é controlar a reação imunológica que desencadeia a doença, reduzindo inflamações e melhorando a resposta do organismo.

Em estudo-piloto realizado com 11 pacientes com DECH crônica, metade apresentou remissão completa da doença. Os pesquisadores também observaram melhora de 75% dos sintomas gastrointestinais e recuperação total das lesões de pele em casos graves.

A nova etapa dos testes clínicos começa em setembro e envolverá 20 pacientes em três hospitais de referência do Paraná. O tratamento poderá ser uma alternativa para pacientes que não respondem aos corticosteroides tradicionais ou sofrem efeitos tóxicos dos medicamentos disponíveis.

Os pesquisadores destacam que a terapia atua diretamente na modulação do sistema imunológico, ajudando a reduzir os danos causados pelas células de defesa do organismo após o transplante.

O estudo recebe financiamento da Finep e do CNPq, e a expectativa é firmar futuras parcerias com a indústria farmacêutica para ampliar a produção do medicamento e facilitar o acesso ao tratamento no Brasil.

Fonte: PUCPR / Agência Brasil

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