A ausência de dados completos nos sistemas de saúde brasileiros tem prejudicado o diagnóstico precoce e o combate ao câncer de pele, segundo estudo divulgado por pesquisadores da Fundação do Câncer.
A análise identificou falhas em bases oficiais, como registros hospitalares e sistemas de mortalidade, com destaque para a falta de informações sobre raça/cor da pele e escolaridade dos pacientes, o que compromete a formulação de políticas públicas mais eficazes.
De acordo com o levantamento, mais de 36% dos casos não possuem dados sobre raça/cor, enquanto cerca de 26% não informam o nível de escolaridade. Essas lacunas dificultam a identificação de grupos mais vulneráveis e o direcionamento de ações preventivas.
O estudo também aponta que o câncer de pele é o tipo mais comum no país, com mais de 452 mil casos registrados entre 2014 e 2023. A doença pode se manifestar em formas menos agressivas, como os tipos não melanoma, ou em casos mais graves, como o melanoma.
A exposição à radiação ultravioleta segue como principal fator de risco, especialmente para pessoas que trabalham ao ar livre ou têm histórico de queimaduras solares. Especialistas alertam que a prevenção vai além do uso de protetor solar, incluindo o uso de equipamentos de proteção.
Projeções indicam que o Brasil pode registrar mais de 260 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma nos próximos anos, além de milhares de casos de melanoma, considerado mais agressivo.
A pesquisa reforça a necessidade de aprimorar os sistemas de informação em saúde para garantir diagnósticos mais precoces e políticas públicas mais eficientes no combate ao câncer de pele.
Fonte: Fundação do Câncer / Inca / Agência Brasil
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