Manter o celular sempre carregado até 100% pode parecer ideal, mas especialistas alertam que o hábito pode reduzir a vida útil da bateria. O problema está ligado ao aquecimento e ao desgaste químico típico das baterias de íon-lítio.
As baterias utilizadas na maioria dos smartphones atuais funcionam com tecnologia de íon-lítio, que sofre degradação natural ao longo do tempo. Esse processo é intensificado principalmente pelo calor gerado durante o carregamento completo e contínuo.
Um dos fatores que mais contribuem para esse desgaste é o chamado “trickle charging” (carregamento em gotejamento), que ocorre quando o aparelho atinge 100% e continua conectado à energia. Nesse estágio, o dispositivo reduz e retoma a carga repetidamente, gerando calor adicional e impactando a durabilidade dos componentes internos.
Estudos publicados pelo Electrochemical Society indicam que a sobrecarga térmica é uma das principais causas da perda de capacidade das baterias. Situações como deixar o celular ao sol, próximo a fontes de calor ou utilizar carregadores ultrarrápidos com alta potência também contribuem para acelerar esse processo.
Além disso, o aquecimento excessivo afeta as moléculas responsáveis pelo armazenamento de energia, reduzindo sua eficiência ao longo dos ciclos de recarga. Com isso, a bateria passa a durar menos e perde desempenho gradualmente.
Para preservar a vida útil do dispositivo, a recomendação é manter o nível de carga entre 20% e 80%, evitar exposição ao calor e usar carregadores de alta potência com moderação. Pequenas mudanças no uso diário podem aumentar significativamente a durabilidade da bateria e melhorar o desempenho do celular.
Fonte: Journal of the Electrochemical Society /Correio*
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