AGU pede investigação da Polícia Federal sobre vídeos misóginos publicados na internet

Conteúdos divulgados em rede social simulavam agressões contra mulheres e faziam apologia à violência.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom Agência Brasil.

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação sobre vídeos misóginos divulgados na internet, que simulavam agressões contra mulheres. O pedido foi encaminhado por meio da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD) no dia 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

De acordo com a manifestação enviada à Polícia Federal, as publicações foram divulgadas na plataforma TikTok — posteriormente removidas — e mostravam jovens simulando chutes, socos e golpes contra manequins que representavam mulheres, acompanhados de mensagens que incentivavam a violência em situações de rejeição afetiva.

No documento, a AGU aponta a identificação de ao menos quatro perfis responsáveis pela divulgação do conteúdo, que pode configurar incentivo à prática de crimes e apologia à violência de gênero. Segundo a Procuradoria, esse tipo de material compromete ações públicas voltadas à proteção dos direitos das mulheres e enfraquece políticas de enfrentamento à violência.

A iniciativa integra as ações do Pacto Brasil para enfrentamento ao feminicídio, firmado entre os três Poderes em 2026, que prevê medidas para combater a violência também no ambiente digital.

Ainda conforme a manifestação, mesmo sem uma vítima individual identificada, a disseminação contínua de conteúdos misóginos representa risco aos direitos fundamentais das mulheres, podendo se enquadrar em crimes como incitação à violência, ameaça, perseguição e violência psicológica.

O pedido também destaca a necessidade de maior responsabilidade e controle das plataformas digitais, apesar de decisões judiciais recentes que reforçam deveres das empresas no ambiente online.

Dados citados no documento apontam que o Brasil registrou 6,9 mil casos de feminicídio consumados e tentados em 2025, número que representa aumento significativo em relação ao ano anterior, reforçando a urgência de medidas de prevenção.

A solicitação ainda menciona compromissos internacionais assumidos pelo país para combater a violência de gênero, reforçando a responsabilidade do Estado na proteção das mulheres.

Fonte: Ascom/Advocacia-Geral da União (AGU)

Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui

Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar