Mesmo representando mais da metade da população e do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam menos de um quinto das cadeiras no Congresso Nacional. Atualmente, 107 dos 594 parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado são mulheres, o equivalente a cerca de 18% da representação.
Os números mostram avanço em relação ao período da Assembleia Constituinte de 1987, quando apenas 26 mulheres participaram da elaboração da Constituição Federal. Em quase quatro décadas, a presença feminina praticamente quadruplicou, mas segue distante da proporção populacional.
Segundo o Censo 2022, as mulheres representam pouco mais de 51% da população brasileira, enquanto dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que elas correspondem a 52,47% do eleitorado.
Na atual legislatura, o Congresso conta com 91 deputadas federais e 16 senadoras, responsáveis por representar cerca de 104,5 milhões de brasileiras.
De acordo com levantamento da União Interparlamentar e da ONU Mulheres, em 2025 o Brasil ocupava a 133ª posição no ranking mundial de participação feminina nos parlamentos. Entre os países do G20, o país apresenta a segunda menor taxa de representação feminina, ficando à frente apenas do Japão.
A presença de mulheres no Parlamento brasileiro começou em 1933, quando Carlota Pereira de Queirós foi eleita a primeira deputada federal do país. Alguns anos depois, Bertha Lutz, importante ativista feminista, também ocupou cadeira na Câmara e participou da luta pelo direito ao voto feminino.
Entretanto, a participação feminina permaneceu limitada por décadas. A mudança começou a ganhar força durante a Assembleia Constituinte de 1987, quando um grupo de parlamentares ficou conhecido como “lobby do batom”, responsável por articular a inclusão de direitos importantes para as mulheres na Constituição, como a licença-maternidade de 120 dias e a igualdade entre homens e mulheres no casamento.
Nas últimas décadas, o número de parlamentares mulheres cresceu de forma lenta, mas constante. Atualmente, 17,7% dos deputados federais e cerca de 20% dos senadores são mulheres — os maiores percentuais já registrados nas duas Casas.
Apesar do avanço, especialistas apontam que o Brasil ainda precisa ampliar políticas e incentivos para garantir maior participação feminina na política e reduzir a desigualdade de representação.
O debate sobre maior presença feminina no Legislativo ganhou força nos últimos anos e integra iniciativas de promoção da igualdade de gênero na política. A expectativa é que medidas de incentivo à participação feminina e maior acesso a financiamento eleitoral contribuam para ampliar a representatividade das mulheres nas próximas eleições.
Fontes: Agência Brasil / União Interparlamentar / ONU Mulheres / Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / Congresso em Foco
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