Mesmo com maior nível de escolaridade, as mulheres continuam enfrentando desigualdades no mercado de trabalho na Bahia. Um levantamento divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que as mulheres baianas recebem, em média, 83% do rendimento dos homens.
Segundo o estudo, a participação feminina na força de trabalho também é menor. Entre os cerca de 12,1 milhões de baianos em idade ativa, apenas 50% das mulheres estão inseridas no mercado de trabalho, enquanto entre os homens a taxa chega a 69,2%, uma diferença de quase 20 pontos percentuais.
A desigualdade também aparece na taxa de desemprego. Enquanto o índice entre os homens é de 5,8%, entre as mulheres chega a 10,8%. Além disso, cerca de 253 mil mulheres estão em situação de desalento, quando deixam de procurar emprego por falta de perspectivas de contratação.
Os dados também mostram impacto maior sobre mulheres negras, que registram rendimento médio de R$ 1.845,57, o menor entre os grupos analisados. Para a SEI, reduzir essas desigualdades passa por políticas públicas que ampliem o acesso a creches, incentivem a formalização do trabalho e promovam maior equidade de gênero no mercado de trabalho baiano.
Fontes: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) / IBGE – PNAD Contínua
Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui
Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui
Comentários