Bahia registra 273 casos de violência contra mulheres em 2025, aponta relatório

Levantamento revela que mais da metade das vítimas de violência sexual no estado são crianças e adolescentes.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Um levantamento divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança aponta que a Bahia registrou 273 casos de violência contra mulheres em 2025. O dado integra o relatório “Elas Vivem”, publicado nesta sexta-feira (6), e mostra que crianças e adolescentes representam a maioria das vítimas de violência sexual no estado.

De acordo com o estudo, foram contabilizados 75 casos de estupro ou violência sexual na Bahia no período analisado. Desse total, 57,3% das vítimas tinham entre 0 e 17 anos, o que evidencia a vulnerabilidade de meninas e adolescentes.

No recorte de crimes letais, o estado registrou 47 feminicídios e 47 homicídios de mulheres em 2025. O relatório também aponta 47 tentativas de feminicídio ou agressões físicas graves.

A pesquisa destaca ainda que grande parte dos episódios de violência de gênero está associada a ciúmes, conflitos conjugais ou à não aceitação do término de relacionamentos.

O estudo monitorou informações em nove estados brasileiros e identificou crescimento expressivo da violência sexual. No conjunto das regiões analisadas, os registros subiram 59,6% em um ano, passando de 602 para 961 casos.

Entre os estados acompanhados, o Amazonas lidera em números absolutos de violência sexual, enquanto São Paulo apresenta o maior volume geral de ocorrências contra mulheres.

Os dados indicam que o risco para mulheres e meninas está majoritariamente dentro do ambiente doméstico. Em 78,5% dos casos, os crimes foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros, reforçando que a violência ocorre principalmente em relações íntimas.

Segundo os pesquisadores, essa realidade contraria a percepção de que a principal ameaça às mulheres vem de desconhecidos nas ruas.

Outro ponto destacado pelo relatório é a ausência de informações sobre raça ou cor das vítimas. Em 86,7% das ocorrências analisadas, esses dados não estavam disponíveis, o que dificulta a elaboração de políticas públicas voltadas para grupos mais vulneráveis, como mulheres negras e indígenas.

Mulheres em situação de violência podem procurar centros de atendimento especializados em suas cidades. As denúncias também podem ser feitas por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, disponível em todo o país, ou pelo telefone 190, em casos de emergência policial.

Para a Rede de Observatórios da Segurança, os dados reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção, proteção às vítimas e políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero no estado.

Fonte: Rede de Observatórios da Segurança / Relatório “Elas Vivem”

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