Proteja-se de crimes digitais no carnaval e redes sociais, orienta especialista

Advogada explica riscos de deepfakes, golpes em aplicativos e uso indevido de imagens durante festas e o ano todo.

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil.

Imagens e conteúdos compartilhados durante o carnaval, sem autorização, podem expor foliões a golpes digitais, crimes de uso indevido de imagem e riscos financeiros. Especialista em Direito Digital e Propriedade Intelectual orienta cuidados com redes sociais, aplicativos de encontros e vídeos, alertando sobre deepfakes e invasões de contas.

A advogada Maria Eduarda Amaral destaca que qualquer postagem na internet está sujeita a manipulações e uso indevido. Entre as precauções estão restringir contatos nas redes, não postar conteúdos em tempo real, evitar exposição de símbolos que identifiquem locais e tomar cuidado com informações pessoais compartilhadas em aplicativos de encontros.

Durante o carnaval, os problemas mais comuns incluem:

- Invasão de contas e golpes financeiros: uso de redes públicas de wi-fi, links suspeitos ou SMS fraudulentos;

- Deepfakes e fotos manipuladas: imagens de pessoas, principalmente mulheres com fantasias, são alteradas por inteligência artificial para conteúdos sexuais falsos;

Perfis falsos em aplicativos de encontros: golpistas usam fotos reais manipuladas para enganar usuários e levá-los a locais perigosos.

A especialista recomenda cautela em videochamadas e compartilhamento de fotos, especialmente íntimas, e reforça a importância de encontros em locais públicos, coleta de informações sobre a pessoa e verificação em redes sociais.

Prints de conversas, perfis e chamadas de vídeo servem como prova em processos judiciais ou investigações policiais. A advogada alerta que plataformas digitais podem ser responsabilizadas civil e criminalmente, especialmente se permitirem a criação de perfis falsos ou não verificarem usuários. Usuários que geram deepfakes também podem responder criminalmente e civilmente por danos à vítima.

Para reduzir riscos, é essencial:

- limitar contatos a pessoas conhecidas;

- evitar postagem de localização e símbolos que permitam identificação;

checar informações de perfis de aplicativos;

registrar evidências digitais desde o início de interações;

priorizar encontros em ambientes públicos e seguros.

Segundo a especialista, denúncias devem ser feitas sem constrangimento, pois a responsabilidade por golpes, invasões ou uso indevido de imagem recai sobre o autor do crime e, em alguns casos, sobre a plataforma.

O carnaval e as redes sociais aumentam a exposição a crimes digitais, mas medidas simples de segurança e conscientização permitem reduzir riscos. Guardar provas, verificar perfis e limitar a exposição pessoal são estratégias essenciais para proteger dados, imagens e segurança física.

Fontes: Maria Eduarda Amaral – advogada especialista em Direito Digital / Agência Brasil

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