Estudo aponta relação entre consumo de carne e longevidade, com alerta para equilíbrio alimentar

Pesquisa indica benefício das proteínas animais na velhice, mas reforça cuidados para chegar aos 100 anos com saúde.

Foto: Freepik.

Um estudo publicado na Science Direct sugere que idosos que consomem carne têm maior chance de alcançar a longevidade extrema, chegando aos 100 anos. A pesquisa, porém, destaca que o benefício está associado ao equilíbrio nutricional e a hábitos saudáveis ao longo da vida.

O levantamento acompanhou cerca de cinco mil idosos chineses desde o fim da década de 1990 e observou que o grupo que excluía totalmente a carne apresentou menor número de centenários. Segundo os pesquisadores, proteínas de origem animal contribuem para a preservação da massa muscular e da saúde óssea, fatores essenciais na terceira idade.

Com o envelhecimento, o corpo enfrenta desafios como perda de apetite, redução da densidade óssea e sarcopenia, que compromete a força e a autonomia. A pesquisa aponta que idosos muito magros e com baixa ingestão proteica tiveram mais dificuldades físicas, enquanto aqueles com peso estável apresentaram melhores condições de saúde.

Além da carne vermelha, alimentos como peixes e laticínios mostraram impacto positivo por serem fontes de proteína de alta qualidade, vitamina D e cálcio. Especialistas ressaltam que dietas baseadas apenas em vegetais podem exigir suplementação de nutrientes como vitamina B12 para evitar deficiências.

Para alcançar a longevidade com qualidade, a orientação é manter uma alimentação variada, com equilíbrio entre proteínas, fibras, gorduras saudáveis e micronutrientes, aliada à prática regular de atividade física, controle do peso, acompanhamento médico e hábitos preventivos desde a vida adulta.

O estudo reforça que não existe fórmula única para viver mais, mas sim a necessidade de adaptação alimentar ao longo dos anos, garantindo nutrição adequada, prevenção da fragilidade e mais autonomia na velhice.

Fontes: Science Direct / Agência Brasil / Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

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