MEC avalia efeitos da restrição do celular nas escolas após um ano da lei

Pesquisa vai medir impactos da medida e debater benefícios e prejuízos do uso do aparelho em sala de aula.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

Na terça-feira (13), completou um ano de vigência da lei federal que limitou o uso de celulares nas escolas brasileiras. A norma, instituída para reduzir distrações e fortalecer o foco nas atividades pedagógicas, passou a ser analisada pelo Ministério da Educação (MEC), que anunciou a realização de uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026 para avaliar seus impactos no cotidiano escolar.

De acordo com o MEC, a restrição tem apresentado efeitos positivos, como aumento da concentração, maior participação dos alunos e melhoria na interação social em sala de aula. O uso excessivo do celular, segundo especialistas, pode provocar prejuízos como déficit de atenção, ansiedade, dificuldades de aprendizagem e dependência digital, especialmente entre crianças e adolescentes que passam muitas horas conectados às telas.

Dados educacionais já indicavam o problema antes da lei: grande parte dos estudantes relatava dificuldade de concentração durante as aulas devido ao uso do celular. Com a limitação, professores observaram alunos mais atentos, participativos e engajados, além do fortalecimento de práticas como anotações, escrita e troca de ideias, reduzindo o hábito de apenas fotografar conteúdos.

Por outro lado, especialistas ressaltam que o celular também pode trazer benefícios quando utilizado de forma orientada e pedagógica. O aparelho pode ser uma ferramenta de apoio ao aprendizado, permitindo pesquisas rápidas, produção de conteúdos, desenvolvimento da leitura crítica, educação midiática e compreensão sobre o uso ético das redes sociais. O desafio, segundo educadores, está no equilíbrio entre o uso consciente e o controle do excesso.

Para apoiar a aplicação da lei, o MEC desenvolveu materiais de orientação, como guias práticos, planos de aula e campanhas educativas, reforçando a importância do uso responsável da tecnologia. A pesquisa anunciada pelo ministério deve ajudar a identificar boas práticas e ajustes necessários, garantindo que a tecnologia contribua para a educação sem comprometer o processo de aprendizagem.

Fontes: Ministério da Educação (MEC) / agência Brasil

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar