Câmara avança em projeto que amplia uso de tecnologias no tratamento de pessoas com deficiência

Proposta moderniza o Estatuto da Pessoa com Deficiência e reforça benefícios para populações vulneráveis.

Foto: Freepik.

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.333/2024, que autoriza e amplia o uso de tecnologias modernas no tratamento de pessoas com deficiência. A proposta, relatada pelo deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO) e originalmente apresentada pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), atualiza o Estatuto da Pessoa com Deficiência e cria condições para que inovações tecnológicas sejam incorporadas de forma permanente.

O texto aprovado amplia a definição de tecnologia assistiva e de reabilitação, passando a incluir materiais, dispositivos, softwares, equipamentos e recursos avançados, como ferramentas robóticas, digitais e neurotecnológicas. A mudança evita que a lei se torne obsoleta e garante que novas tecnologias possam ser adotadas sem necessidade de novas alterações legislativas.

O relator destacou que a nova redação assegura a oferta de recursos modernos e atualizados, reforçando o direito ao tratamento personalizado. Já o autor da proposta afirmou que os avanços tecnológicos têm mostrado resultados promissores na reabilitação, oferecendo terapias mais eficazes e adaptadas às necessidades individuais.

A incorporação dessas tecnologias deve trazer melhorias significativas, principalmente para pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Entre os benefícios estão:

- Tratamentos personalizados, que atendem melhor às necessidades específicas de cada paciente;

- Maior eficiência na reabilitação, com uso de dispositivos robóticos e neurotecnológicos que aceleram o progresso;

Acesso ampliado a recursos modernos, sem depender de legislações desatualizadas;

Redução de desigualdades, permitindo que famílias de baixa renda tenham acesso às mesmas inovações disponíveis na rede privada;

Mais autonomia e qualidade de vida, graças a ferramentas que potencializam a independência e a inclusão social.

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Saúde; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Câmara dos Deputados

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