Dormir menos de 7 horas por dia provoca perda de memória e confusão mental, alerta psiquiatra

Especialista recomenda evitar telas antes de dormir para garantir regeneração cerebral e preservar a memória.

Foto: Reprodução/YT.

Dormir menos de sete horas por noite pode comprometer a saúde do cérebro, provocar confusão mental e acelerar a perda de memória. O alerta é do psiquiatra Daniel Amen, especialista em neuroimagem e fundador da Amen Clinics, nos Estados Unidos.

Segundo o médico, a exposição a telas de celulares, tablets e computadores durante a noite tem impacto direto no início do sono e na sua qualidade. A luz azul emitida por esses dispositivos inibe a produção de melatonina, o hormônio responsável por regular o relógio biológico, atrasando o adormecimento e prejudicando a “lavagem cerebral noturna” — processo fundamental para eliminar resíduos metabólicos e consolidar a memória.

Impactos da luz digital

De acordo com Amen, o uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir interfere na regulação do ciclo circadiano e reduz a profundidade do sono. Esse padrão, se mantido a longo prazo, aumenta o risco de problemas cognitivos, falta de concentração e alterações de humor.

“Sem o descanso adequado, o cérebro não consegue se regenerar de forma eficiente. O sono é o momento em que ele se organiza e preserva memórias”, explica o psiquiatra.

O “pôr do sol digital”

Para reduzir os danos causados pelas telas, Amen recomenda adotar o chamado “pôr do sol digital”, que consiste em desligar todos os dispositivos pelo menos uma hora antes de deitar. O período deve ser aproveitado como um ritual de desaceleração, preparando corpo e mente para o descanso.

Entre as alternativas sugeridas estão a leitura de livros físicos, a escrita em um diário, banhos mornos ou práticas de relaxamento. “São atividades simples, mas que ensinam o cérebro a reconhecer a hora de descansar”, afirma o médico.

Diário de preocupações

Outro método indicado pelo psiquiatra é o uso do “diário de preocupações”, em que a pessoa anota, cerca de 30 minutos antes de dormir, pensamentos ou situações que geram ansiedade. A técnica ajuda a esvaziar a mente, reduzindo a chance de insônia ou de pesadelos recorrentes.

Ambiente ideal para o sono

Além da redução das telas, Amen recomenda cuidados adicionais com o ambiente de descanso. Manter o quarto fresco, silencioso e com iluminação suave, usar travesseiros que regulam a temperatura e incluir aromas relaxantes, como lavanda, contribuem para um sono profundo e reparador.

“O quarto deve se tornar um santuário de tranquilidade, no qual cada detalhe esteja voltado para a regeneração física e mental”, reforça o especialista.

Saúde do cérebro em primeiro lugar

O psiquiatra ressalta que investir em bons hábitos de sono não apenas melhora a memória e a concentração, mas também reduz o risco de doenças mentais e neurológicas. A prática do “pôr do sol digital” pode ser um passo decisivo para preservar a saúde cerebral e garantir qualidade de vida a longo prazo.

Fonte: Amen Clinics / Dr. Daniel Amen / correio*

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