A desinformação sobre a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) ainda dificulta a prevenção do câncer do colo do útero no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a meta de imunizar 90% das meninas até os 15 anos, como parte da estratégia para eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030.
No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Em 2025, a cobertura vacinal chegou a 86,22% entre as meninas e 74,55% entre os meninos, segundo os dados apresentados no levantamento.
Entre os obstáculos à imunização estão notícias falsas sobre efeitos adversos e o receio de que a vacinação incentive o início precoce da vida sexual. Especialistas esclarecem que não há fundamento para associar a vacina a esse comportamento. A proteção contra o HPV ajuda a prevenir o câncer do colo do útero e outros tumores relacionados ao vírus.
Além da vacinação, o rastreamento é fundamental. O teste de DNA-HPV oncogênico foi incorporado ao SUS para identificar tipos do vírus associados ao desenvolvimento do câncer, enquanto o exame preventivo Papanicolau continua sendo utilizado durante a implementação progressiva da nova estratégia.
A orientação é que famílias busquem informações em fontes oficiais e mantenham a vacinação e os exames preventivos em dia, conforme as recomendações de saúde. Ampliar o acesso à informação confiável é essencial para reduzir os casos de câncer que podem ser prevenidos.
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (Inca) e informações de especialistas citadas no material original
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