O alto custo da moradia tem levado famílias brasileiras a reduzir despesas essenciais para manter o pagamento do aluguel ou do financiamento imobiliário. Pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil, realizada com 1.400 pessoas entre abril e junho de 2026, aponta que 74% dos entrevistados cortaram algum gasto no último ano para arcar com as despesas habitacionais. Entre aqueles que não possuem casa própria, 48% reduziram os gastos com alimentação.
O levantamento também mostra que 56% dos participantes temem perder a capacidade de pagar pela moradia diante de imprevistos financeiros. Segundo o advogado especialista em Direito Imobiliário Stéfano Ribeiro Ferri, recorrer frequentemente a empréstimos ou deixar de pagar despesas básicas são sinais de alerta que exigem planejamento e busca antecipada por alternativas.
No caso do aluguel, os atrasos podem resultar em cobrança judicial e ação de despejo, conforme as regras aplicáveis. Já nos financiamentos com alienação fiduciária, a inadimplência pode levar à perda do imóvel, desde que sejam cumpridos os procedimentos legais.
A recomendação é procurar o proprietário ou a instituição financeira assim que surgirem dificuldades, avaliar as condições do contrato e negociar parcelas compatíveis com a renda familiar. Novos empréstimos para cobrir despesas recorrentes podem agravar o endividamento.
O especialista também orienta organizar o orçamento, analisar todas as dívidas e buscar orientação jurídica quando necessário. A renegociação antecipada pode ampliar as alternativas disponíveis e ajudar a evitar que a família precise escolher entre pagar a moradia e comprar alimentos ou medicamentos.
Fonte: Habitat para a Humanidade Brasil; informações e orientações jurídicas do advogado Stéfano Ribeiro Ferri
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